What if RPG

julho 8, 2009

HPDA – Alicia e Profª Favreau

Teacher

Alicia ajeitou seu uniforme de forma impecável. Bem, não esperava ser chamada novamente para a sala da Profª Favreau.

Segundo dia seguinte e o que ela fez? Absolutamente nada.

Humph. Só porque a professora de Transfiguração estava em Frígida Bitch Mode ON, não significava que precisaria descontar isso nela.

Tudo bem, não ligava. Não estava nem aí. Aliás, se Favreau fosse muito engraçadinha, diria umas boas na cara dela. Isso mesmo, quem ela pensa que é?

Alicia ia dizer quem ela era!

Marchando até a sala da professora, ela abriu a porta e foi entrando no melhor estilo “Slyntherin Chegando no Recinto – Cuidado, Mordemos”.

- Chamou, Srta Favreau?

A professora estava fazendo algumas anotações em  alguns pergaminhos, e apenas ergueu os olhos quando a sua aluna da Sonserina entra sonserinamente cheia de marra. Ela emprestou um lindo sorriso encantador por alguns segundos e pos a pena de lado.

Alicia derreteu com o sorriso.

“Mentira. Alicia não derreteu porra nenhuma. O que essa louca tem hoje?”

- Ui, mademoiselle Von Duke – a forma com que ela pronunciou o sobrenome da sua aluna com seu sotaque francês a fez formar um biquinho que dava absolutamente muito o que pensar.

- S’il vous plaît, sente-se – ela disse oferecendo uma cadeira com a mão pálida e fina a garota.

Estreitando os olhos, Alicia sentou na cadeira, cruzando as pernas. Estava no limite entre relaxar e gritar, rosnar e uivar…. Nisso tudo, preferia simplesmente ser o seu “Eu” mais eficaz, aquele que riria e teria algo muito espertinho para responder a respeito de qualquer detalhe.

“Isso mesmo, Sr Hottie McBoobies, eu sei qual é a sua… Mexendo com a minha cabeça…”

Para sua sorte, Alicia ficou calada, esperando.

- Bien (pronuncia-se “biãn” e não bien de sotaque paraguaio furreca) mademoiselle, deve estar se perguntando porque eu lhe chamei aqui, no? – Apoiando os cotovelos sobre a mesa, deitou delicadamente o rosto sobre as mãos, dando uma visão bem mais ampla do decote a aluna embora de forma natural e graciosa – Pourquoi pensa que lhe chamei aqui, Aliciá?

Alicia se obrigou a olhar nos olhos da professora… Nos olhos…. Mais para cima… Quase… Ugh… ISSO! OLHOS!

Não ajudou muito a sensação de “preciso de um banho frio” da garota.

Apesar disso, a jovem sonserina foi corajosa ao responder:

- Não sei, Srta… Os alinhamentos planetários favorecem uma segunda e injusta detenção? Até onde sei não fiz nada além de prestar atenção nas suas explicações – “Peitos…” – e pensado seriamente em lhe fornecer meu professor de Inglês. Sabe, as vezes o sotaque pode distrair e transformamos uma caixa de música em um monte de flores, quando queríamos um bolo de chocolate……

- Oui, merci pela indicação, vou guardá-la com carinho in moi foyer, mas uma grande bruxa que se preze deve aprender a conjurar com su petit bouche fechada – ela disse tocando de leve os labios carnudos e coloridos de forma sedutora e rubra. – Se’est’pa, é exatamente sobre isso que desejo falar com mademoiselle. Sabe, Aliciá, estou realmente tré pas  (cof, cof) impressionada com seu potencial e notas passadas, mas de alguma forma elas não condizem com seu comportamento na minha classé. Que se passa, honnêtement, Aliciá?

Alicia demorou uns minutos para responder, precisava antes apagar da sua mente os versos que se formavam e começavam com:

“Eu vi-a e minha alma antes de vê-la
Sonhara-a linda como agora a vi;
Nos puros olhos e na face bela,
Dos meus sonhos a virgem conheci.”


“Há! Como se ela fosse virgem….”

Com uma postura menos defensiva, a garota recostou na cadeira.

- Não faço idéia, Srta. Favreau… Talvez seja inspiração divina e mágica. Talvez nos momentos que eu penso “Merlin me salve” ele me dê uma ajuda… Ou talvez minhas mãos sejam hábeis o suficiente para saber conduzir uma varinha.

“Por favor deixe eu mostrar o que mais posso conduzir… Vamos! Uma noite só! Estou influenciando você com a minha mente! Você me deseja… Você me deseja…”

Apesar de todo o bravado, Alicia estava levemente corada e não mantinha o contato visual por muito tempo.

Gabrielle deu um sorriso, satisfeita com a resposta e se levantou com elegância mas sem que isso impedissem seus seios de se mover hipnoticamente do decote das vestes. Deu alguns passos e parou atrás de Alicia.

- Oui – ela sentiu o halito quente da professora em sua orelha enquanto os seios fartos da mesma pressionavam suas costas. Gabrielle se debruçou um pouco mais sobre a garota e segurou sua mão, colocando nela uma varinha tão delicada e trabalhada que parecia muito mais como uma jóia de cristal do que uma varinha de madeira – Peut-être eu esteja errada em minha observação, s’il vous plaît me mostre sua habilidade. Je ne pas nervosa, isso não é um teste.

Mais uma vez Alicia derreteu, morreu, enfim…

“AAH! SAIA DE MIM! CLARO QUE ISSO É UM TESTE! WHAT THE…..! VOCÊ QUER TACAR FOGO EM MIM ESPÍRITO FRANCÊS DO MAL!!” Ela ficou tensa e precisou se obrigar a respirar. “Isso já está ficando ridículo Alicia! Cade o espírito Von Düke??”

O que exatamente a Profª Favreau queria não estava claro. Alicia raciocinava que seria algo de Transfiguração. Desejava que fosse algo de sexo. Acreditava que se fizesse um feitiço impressionaria mil vezes mais…

Muito bem, poderia se concentrar. PRECISAVA se concentrar… Só esperava que não transformasse a pilha de nanquin e penas da professora em um monte de revistas pornográficas….

Ou melhor… no fundo esperava sim.

Alicia movimentou a mão, como sempre fazia, com os floreios necessários e a precisão e o controle que tinha sempre …. Mas “Oh meu deus como eu preferia estar fazendo outra coisa com ela….”

O que Alicia conseguiu, no entanto, foi criar um elegantissimo porta-nanquim forrado com revistas pornográficas, provavelmente a última moda em Amsterdã embora não fosse bem o que a garota tinha em mente. A professora no entanto nem olhou, apenas tomou a varinha dos dedos da adolescente (não sem antes percorrer a mão sobre toda a pele do seu braço até chegar a ponta dos dedos)  e desfez o feitiço com um gesto rápido fazendo o tinteiro ser só um tinteiro.

- Voir? – ela disse sentando ao lado da garota e segurando suas mãos entres seus dedos esguios e pálidos, ainda que quente – Seus movimentos são exemplares, mas onde esta sua cabecinha mon cherri?

Alicia precisou morder o lábio inferior para não rir, ou melhor, gargalhar.

- Não sei se seria indicado eu dizer, Srta Favreau. Já diziam os Ingleses: estou pensando na Pátria. – Alicia leu isso uma vez, sobre como “pensar na Pátria” ganhava toda uma conotação nova quando ligada com o ato de fazer filhos e, eventualmente, apenas coisas impróprias na cama.

Antes que pudesse segurar sua língua, Alicia deixou escapar:

- Então, o que acha que devo fazer? Aulas particulares?

“Se bem me lembro, tem aquela monitora do sétimo ano que… Hummmmm….”

- Ma cherri, ma cherri – ela disse com um tom preocupado, trazendo a mão de Alicia junto ao seu tórax, um pouco abaixo do pescoço – Gostaria que fosse tão simples, mas cest’le defficille não creio que aulas particulares vão ajudar. Não há nada errado com a sua educação, apenas a sua concentração é a questão. C’est dommage, moi acredita que pode lhe ensinar coisas realmente especiais se ao menos você conseguisse manter essa sua cabecinha linda no lugar. Faria isso por mim, ma petit?

A garota engoliu a seco. Foda-se se Favreau sabia ou não quem ela era, o que ela era, o que fazia e escrevia e como se sentia em relação a vida, o universo e todas as coisas! Aquilo era tortura, provocação! Aquilo era a maior estimulação que uma professora poderia dar para que um aluno ficasse com tendinite de tanto esforço!

Esse tipo de mind fuck era abusivo, irritante, tentador e pecaminoso de tão… bom. Não que Alicia se dê por derrotada! Um dia ainda colocaria Favreau no seu lugar. Ah se ia! Com amarras e mordaças de preferência!

Infelizmente para a jovem sonserina, aquela batalha estava perdida.

“Mas ainda tenho meu orgulho, Blondie! Você não tomará meu orgulho!”

Não o orgulho, mas com certeza Alicia não saberia negar nada que fosse pedido com jeitinho…

“ARGH!”

Tentando se controlar, ela bufou, estreitou os olhos e rosnou:

- Talvez… – de forma dolorosa, Alicia fechou os olhos, sentindo o lugar que sua mão tocava, tão próxima da felicidade… do Paraíso… – Mas não espere que eu seja mais comportada por isso!

- Merci, mademoiselle von Düke – ela disse tocando os lábios levemente junto a ponta dos dedos da garota, o suficiente para deixar uma marca de batom com os olhos fechados – Tenho certeza que posso contar com o seu progresso e que estará pronta para … lições avançadas – ela completou abrindo os olhos e lançando um olhar lascivo.

- Agora pode retornar a sala comunal, merci beaucoup pelo seu tempo.

“Nhaimm… Eu vou é avançar em você se continuar assim, mademoiselle Favreau….” Balançando a cabeça com vontade, Alicia se levantou, recolhendo seus materiais e mochila.

Sem pensar, ela fez uma pequena reverência e saiu. Na zona que estava sua mente e na pressa com o qual fugiu, nem notou um de seus pergaminhos caindo no chão da sala.

Na verdade, nem se a professora chamasse, Alicia pararia. Ela ainda tinha 20 minutos até a próxima aula e havia muita coisa a fazer ainda…

O pergaminho que ficou para trás continua o seguinte texto:

“Se tu, oh linda, em chama igual te abrasas,
Oh! Não me tardes, não tardes, – vem!
Da fantasia nas douradas asas
Nós viveremos noutro mundo – além!


De belos sonhos nosso amor povôo,
Vida bebendo nos olhares teus;
E como a garça que levanta o vôo,
Minha alma em hinos falará com Deus!


Juntas, unidas num estreito abraço,
As nossas almas uma só serão;
E a fronte enferma sobre o teu regaço
Criará poemas d’imortal paixão!


Oh! Vem, formosa, meu amor é santo,
É grande e belo como é grande o mar.
E doce e triste como d’harpa um canto
Na corda extrema que já vai quebrar!


Oh! Vem depressa, minha vida foge…
Sou como o lírio que já murcho cai!
Ampara o lírio que inda é tempo hoje!
Orvalha o lírio que morrendo vai!…”

Naquela noite, durante o jantar no refeitório, uma coruja aleatória de Hogwarts entregou à professora de Transfiguração uma nova carta:

“À mademoiselle Favreau,

Permita que eu seja piegas e clichê ao dizer que hoje, particularmente, está radiante… Apenas tome cuidado, gosto tanto do sol, da lua e das estrelas, seria uma pena perdê-los pela vergonha que sentirão ao tentarem se comprar à senhorita.

Especialmente hoje dedico o seguinte excerto de poema a sua pessoa:

“Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co’as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim.
Na valsa
Tão falsa,
Corrias
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila
Serena,
Sem pena
De mim!


Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!…
- Não negues,
Não mintas…
- Eu vi!…”

Do seu dedicado admirador.”

A professora leu a carta com uma expressão interessada, e ao terminar deu um sorriso apaixonante. Dobrou a carta com carinho e levou consigo ao terminar a refeição.

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

Feed RSS para comentários sobre este post. URI de trackback

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Tema: Banana Smoothie. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.