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	<title>What if RPG</title>
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	<description>Just another WordPress.com weblog</description>
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		<title>What if RPG</title>
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		<title>HPDA &#8211; Alicia e Profª Favreau</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 04:31:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>forsakentale</dc:creator>
				<category><![CDATA[HPDA]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia]]></category>
		<category><![CDATA[Amar é provocar]]></category>
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		<category><![CDATA[Está tudo na msg subliminar...]]></category>
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		<description><![CDATA[Alicia ajeitou seu uniforme de forma impecável. Bem, não esperava ser chamada novamente para a sala da Profª Favreau. Segundo dia seguinte e o que ela fez? Absolutamente nada. Humph. Só porque a professora de Transfiguração estava em Frígida Bitch Mode ON, não significava que precisaria descontar isso nela. Tudo bem, não ligava. Não estava [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=51&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54" title="Teacher" src="http://whatifrpg.files.wordpress.com/2009/07/sexy-teacher-2.jpg?w=420&#038;h=484" alt="Teacher" width="420" height="484" /></p>
<p>Alicia ajeitou seu uniforme de forma impecável. Bem, não esperava ser chamada <em>novamente</em> para a sala da Profª Favreau. </p>
<p>Segundo dia seguinte e o que ela fez? Absolutamente nada.</p>
<p><span id="more-51"></span></p>
<p>Humph. Só porque a professora de Transfiguração estava em Frígida Bitch Mode ON, não significava que precisaria descontar isso nela.</p>
<p>Tudo bem, não ligava. Não estava nem aí. Aliás, se Favreau fosse muito engraçadinha, diria umas boas na cara dela. Isso mesmo, quem ela pensa que é?</p>
<p>Alicia ia dizer quem ela era!</p>
<p>Marchando até a sala da professora, ela abriu a porta e foi entrando no melhor estilo &#8220;Slyntherin Chegando no Recinto &#8211; Cuidado, Mordemos&#8221;.</p>
<p>- Chamou, Srta Favreau?</p>
<p>A professora estava fazendo algumas anotações em  alguns pergaminhos, e apenas ergueu os olhos quando a sua aluna da Sonserina entra sonserinamente cheia de marra. Ela emprestou um lindo sorriso encantador por alguns segundos e pos a pena de lado.</p>
<p>Alicia derreteu com o sorriso.</p>
<p>&#8220;Mentira. Alicia não derreteu porra nenhuma. O que essa louca tem hoje?&#8221;</p>
<p>- Ui, mademoiselle Von Duke &#8211; a forma com que ela pronunciou o sobrenome da sua aluna com seu sotaque francês a fez formar um biquinho que dava absolutamente muito o que pensar.</p>
<p>- S&#8217;il vous plaît, sente-se &#8211; ela disse oferecendo uma cadeira com a mão pálida e fina a garota.</p>
<p>Estreitando os olhos, Alicia sentou na cadeira, cruzando as pernas. Estava no limite entre relaxar e gritar, rosnar e uivar&#8230;. Nisso tudo, preferia simplesmente ser o seu &#8220;Eu&#8221; mais eficaz, aquele que riria e teria algo muito espertinho para responder a respeito de qualquer detalhe.</p>
<p>&#8220;Isso mesmo, Sr Hottie McBoobies, eu sei qual é a sua&#8230; Mexendo com a minha cabeça&#8230;&#8221;</p>
<p>Para sua sorte, Alicia ficou calada, esperando.</p>
<p>- Bien (pronuncia-se &#8220;biãn&#8221; e não bien de sotaque paraguaio furreca) mademoiselle, deve estar se perguntando porque eu lhe chamei aqui, no? &#8211; Apoiando os cotovelos sobre a mesa, deitou delicadamente o rosto sobre as mãos, dando uma visão bem mais ampla do decote a aluna embora de forma natural e graciosa &#8211; Pourquoi pensa que lhe chamei aqui, Aliciá?</p>
<p>Alicia se obrigou a olhar nos olhos da professora&#8230; Nos olhos&#8230;. Mais para cima&#8230; Quase&#8230; Ugh&#8230; ISSO! OLHOS!</p>
<p>Não ajudou muito a sensação de &#8220;preciso de um banho frio&#8221; da garota.</p>
<p>Apesar disso, a jovem sonserina foi corajosa ao responder:</p>
<p>- Não sei, Srta&#8230; Os alinhamentos planetários favorecem uma segunda e injusta detenção? Até onde sei não fiz nada além de prestar atenção nas suas explicações &#8211; &#8220;Peitos&#8230;&#8221; &#8211; e pensado seriamente em lhe fornecer meu professor de Inglês. Sabe, as vezes o sotaque pode distrair e transformamos uma caixa de música em um monte de flores, quando queríamos um bolo de chocolate&#8230;&#8230;</p>
<p>- Oui, merci pela indicação, vou guardá-la com carinho in moi foyer, mas uma grande bruxa que se preze deve aprender a conjurar com su petit bouche fechada &#8211; ela disse tocando de leve os labios carnudos e coloridos de forma sedutora e rubra. &#8211; Se&#8217;est&#8217;pa, é exatamente sobre isso que desejo falar com mademoiselle. Sabe, Aliciá, estou realmente tré pas  (cof, cof) impressionada com seu potencial e notas passadas, mas de alguma forma elas não condizem com seu comportamento na minha classé. Que se passa, honnêtement, Aliciá?</p>
<p>Alicia demorou uns minutos para responder, precisava antes apagar da sua mente os versos que se formavam e começavam com:</p>
<p><em>&#8220;Eu vi-a e minha alma antes de vê-la</em><br />
<em>Sonhara-a linda como agora a vi;</em><br />
<em>Nos puros olhos e na face bela,</em><br />
<em>Dos meus sonhos a virgem conheci.&#8221;</em><br />
<em><br />
</em><br />
&#8220;Há! Como se ela fosse virgem&#8230;.&#8221;</p>
<p>Com uma postura menos defensiva, a garota recostou na cadeira.</p>
<p>- Não faço idéia, Srta. Favreau&#8230; Talvez seja inspiração divina e mágica. Talvez nos momentos que eu penso &#8220;Merlin me salve&#8221; ele me dê uma ajuda&#8230; Ou talvez minhas mãos sejam hábeis o suficiente para saber conduzir uma varinha.</p>
<p>&#8220;Por favor deixe eu mostrar o que mais posso conduzir&#8230; Vamos! Uma noite só! Estou influenciando você com a minha mente! Você me deseja&#8230; Você me deseja&#8230;&#8221;</p>
<p>Apesar de todo o bravado, Alicia estava levemente corada e não mantinha o contato visual por muito tempo.</p>
<p>Gabrielle deu um sorriso, satisfeita com a resposta e se levantou com elegância mas sem que isso impedissem seus seios de se mover hipnoticamente do decote das vestes. Deu alguns passos e parou atrás de Alicia.</p>
<p>- Oui &#8211; ela sentiu o halito quente da professora em sua orelha enquanto os seios fartos da mesma pressionavam suas costas. Gabrielle se debruçou um pouco mais sobre a garota e segurou sua mão, colocando nela uma varinha tão delicada e trabalhada que parecia muito mais como uma jóia de cristal do que uma varinha de madeira &#8211; Peut-être eu esteja errada em minha observação, s&#8217;il vous plaît me mostre sua habilidade. Je ne pas nervosa, isso não é um teste.</p>
<p>Mais uma vez Alicia derreteu, morreu, enfim&#8230;</p>
<p>&#8220;AAH! SAIA DE MIM! CLARO QUE ISSO É UM TESTE! WHAT THE&#8230;..! VOCÊ QUER TACAR FOGO EM MIM ESPÍRITO FRANCÊS DO MAL!!&#8221; Ela ficou tensa e precisou se obrigar a respirar. &#8220;Isso já está ficando ridículo Alicia! Cade o espírito Von Düke??&#8221;</p>
<p>O que exatamente a Profª Favreau queria não estava claro. Alicia raciocinava que seria algo de Transfiguração. Desejava que fosse algo de sexo. Acreditava que se fizesse um feitiço impressionaria mil vezes mais&#8230;</p>
<p>Muito bem, poderia se concentrar. PRECISAVA se concentrar&#8230; Só esperava que não transformasse a pilha de nanquin e penas da professora em um monte de revistas pornográficas&#8230;.</p>
<p>Ou melhor&#8230; no fundo esperava sim.</p>
<p>Alicia movimentou a mão, como sempre fazia, com os floreios necessários e a precisão e o controle que tinha sempre &#8230;. Mas &#8220;Oh meu deus como eu preferia estar fazendo outra coisa com ela&#8230;.&#8221;</p>
<p>O que Alicia conseguiu, no entanto, foi criar um elegantissimo porta-nanquim forrado com revistas pornográficas, provavelmente a última moda em Amsterdã embora não fosse bem o que a garota tinha em mente. A professora no entanto nem olhou, apenas tomou a varinha dos dedos da adolescente (não sem antes percorrer a mão sobre toda a pele do seu braço até chegar a ponta dos dedos)  e desfez o feitiço com um gesto rápido fazendo o tinteiro ser só um tinteiro.</p>
<p>- Voir? &#8211; ela disse sentando ao lado da garota e segurando suas mãos entres seus dedos esguios e pálidos, ainda que quente &#8211; Seus movimentos são exemplares, mas onde esta sua cabecinha mon cherri?</p>
<p>Alicia precisou morder o lábio inferior para não rir, ou melhor, gargalhar.</p>
<p>- Não sei se seria indicado eu dizer, Srta Favreau. Já diziam os Ingleses: estou pensando na Pátria. &#8211; Alicia leu isso uma vez, sobre como &#8220;pensar na Pátria&#8221; ganhava toda uma conotação nova quando ligada com o ato de fazer filhos e, eventualmente, apenas coisas impróprias na cama.</p>
<p>Antes que pudesse segurar sua língua, Alicia deixou escapar:</p>
<p>- Então, o que acha que devo fazer? Aulas particulares?</p>
<p>&#8220;Se bem me lembro, tem aquela monitora do sétimo ano que&#8230; Hummmmm&#8230;.&#8221;</p>
<p>- Ma cherri, ma cherri &#8211; ela disse com um tom preocupado, trazendo a mão de Alicia junto ao seu tórax, um pouco abaixo do pescoço &#8211; Gostaria que fosse tão simples, mas cest&#8217;le defficille não creio que aulas particulares vão ajudar. Não há nada errado com a sua educação, apenas a sua concentração é a questão. C&#8217;est dommage, moi acredita que pode lhe ensinar coisas realmente especiais se ao menos você conseguisse manter essa sua cabecinha linda no lugar. Faria isso por mim, ma petit?</p>
<p>A garota engoliu a seco. Foda-se se Favreau sabia ou não quem ela era, o que ela era, o que fazia e escrevia e como se sentia em relação a vida, o universo e todas as coisas! Aquilo era tortura, provocação! Aquilo era a maior estimulação que uma professora poderia dar para que um aluno ficasse com tendinite de tanto esforço!</p>
<p>Esse tipo de mind fuck era abusivo, irritante, tentador e pecaminoso de tão&#8230; <em>bom</em>. Não que Alicia se dê por derrotada! Um dia ainda colocaria Favreau no seu lugar. Ah se ia! Com amarras e mordaças de preferência!</p>
<p>Infelizmente para a jovem sonserina, aquela batalha estava perdida.</p>
<p>&#8220;Mas ainda tenho meu orgulho, Blondie! Você não tomará meu orgulho!&#8221;</p>
<p>Não o orgulho, mas com certeza Alicia não saberia negar nada que fosse pedido com jeitinho&#8230;</p>
<p>&#8220;ARGH!&#8221;</p>
<p>Tentando se controlar, ela bufou, estreitou os olhos e rosnou:</p>
<p>- Talvez&#8230; &#8211; de forma dolorosa, Alicia fechou os olhos, sentindo o lugar que sua mão tocava, tão próxima da felicidade&#8230; do Paraíso&#8230; &#8211; Mas não espere que eu seja mais comportada por isso!</p>
<p>- Merci, mademoiselle von Düke &#8211; ela disse tocando os lábios levemente junto a ponta dos dedos da garota, o suficiente para deixar uma marca de batom com os olhos fechados &#8211; Tenho certeza que posso contar com o seu progresso e que estará pronta para &#8230; lições avançadas &#8211; ela completou abrindo os olhos e lançando um olhar lascivo.</p>
<p>- Agora pode retornar a sala comunal, merci beaucoup pelo seu tempo.</p>
<p>&#8220;Nhaimm&#8230; Eu vou é avançar em você se continuar assim, mademoiselle Favreau&#8230;.&#8221; Balançando a cabeça com vontade, Alicia se levantou, recolhendo seus materiais e mochila.</p>
<p>Sem pensar, ela fez uma pequena reverência e saiu. Na zona que estava sua mente e na pressa com o qual fugiu, nem notou um de seus pergaminhos caindo no chão da sala.</p>
<p>Na verdade, nem se a professora chamasse, Alicia pararia. Ela ainda tinha 20 minutos até a próxima aula e havia muita coisa a fazer ainda&#8230;</p>
<p>O pergaminho que ficou para trás continua o seguinte texto:</p>
<p><em>&#8220;Se tu, oh linda, em chama igual te abrasas,</em><br />
<em>Oh! Não me tardes, não tardes, &#8211; vem!</em><br />
<em>Da fantasia nas douradas asas</em><br />
<em>Nós viveremos noutro mundo &#8211; além!</em><br />
<em> </em><br />
<em> </em><br />
<em>De belos sonhos nosso amor povôo,</em><br />
<em>Vida bebendo nos olhares teus;</em><br />
<em>E como a garça que levanta o vôo,</em><br />
<em>Minha alma em hinos falará com Deus!</em><br />
<em> </em><br />
<em> </em><br />
<em>Juntas, unidas num estreito abraço,</em><br />
<em>As nossas almas uma só serão;</em><br />
<em>E a fronte enferma sobre o teu regaço</em><br />
<em>Criará poemas d&#8217;imortal paixão!</em><br />
<em> </em><br />
<em> </em><br />
<em>Oh! Vem, formosa, meu amor é santo,</em><br />
<em>É grande e belo como é grande o mar.</em><br />
<em>E doce e triste como d&#8217;harpa um canto</em><br />
<em>Na corda extrema que já vai quebrar!</em><br />
<em> </em><br />
<em> </em><br />
<em>Oh! Vem depressa, minha vida foge&#8230;</em><br />
<em>Sou como o lírio que já murcho cai!</em><br />
<em>Ampara o lírio que inda é tempo hoje!</em><br />
<em>Orvalha o lírio que morrendo vai!&#8230;&#8221;</em><br />
<em><br />
</em></p>
<p>Naquela noite, durante o jantar no refeitório, uma coruja aleatória de Hogwarts entregou à professora de Transfiguração uma nova carta:</p>
<p>&#8220;À mademoiselle Favreau,</p>
<p>Permita que eu seja piegas e clichê ao dizer que hoje, particularmente, está radiante&#8230; Apenas tome cuidado, gosto tanto do sol, da lua e das estrelas, seria uma pena perdê-los pela vergonha que sentirão ao tentarem se comprar à senhorita.</p>
<p>Especialmente hoje dedico o seguinte excerto de poema a sua pessoa:</p>
<p><em>&#8220;Tu, ontem,</em><br />
<em>Na dança</em><br />
<em>Que cansa,</em><br />
<em>Voavas</em><br />
<em>Co&#8217;as faces</em><br />
<em>Em rosas</em><br />
<em>Formosas</em><br />
<em>De vivo,</em><br />
<em>Lascivo</em><br />
<em>Carmim.</em><br />
<em>Na valsa</em><br />
<em>Tão falsa,</em><br />
<em>Corrias</em><br />
<em>Fugias,</em><br />
<em>Ardente,</em><br />
<em>Contente,</em><br />
<em>Tranqüila</em><br />
<em>Serena,</em><br />
<em>Sem pena</em><br />
<em>De mim!</em><br />
<em> </em></p>
<p><em> </em><br />
<em>Quem dera</em><br />
<em>Que sintas</em><br />
<em>As dores</em><br />
<em>De amores</em><br />
<em>Que louco</em><br />
<em>Senti!</em><br />
<em>Quem dera</em><br />
<em>Que sintas!&#8230;</em><br />
<em>- Não negues,</em><br />
<em>Não mintas&#8230;</em><br />
<em>- Eu vi!&#8230;&#8221;</em><br />
<em><br />
</em></p>
<p>Do seu dedicado admirador.&#8221;</p>
<p>A professora leu a carta com uma expressão interessada, e ao terminar deu um sorriso apaixonante. Dobrou a carta com carinho e levou consigo ao terminar a refeição.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/whatifrpg.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/whatifrpg.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/whatifrpg.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/whatifrpg.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/whatifrpg.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/whatifrpg.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/whatifrpg.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/whatifrpg.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/whatifrpg.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/whatifrpg.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/whatifrpg.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/whatifrpg.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/whatifrpg.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/whatifrpg.wordpress.com/51/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=51&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Amy/River &#8211; Paris</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 06:34:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>forsakentale</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Amarantha]]></category>
		<category><![CDATA[Amy]]></category>
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		<category><![CDATA[River]]></category>
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		<description><![CDATA[Paris, a capital do amor. River tinha certeza que durante a noite aquela também seria a capital das luzes. Mágica, surreal e inebriante assim. Não eram poucas as coisas que fascinavam aquela garota, mas luzes e uma cidade viva, pulsante, com certeza estava entre elas. Só a expectativa já mantinha River agitada e saltitante, empolgada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=48&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-47" title="eiffel-tower" src="http://whatifrpg.files.wordpress.com/2009/06/eiffel-tower.jpg?w=420" alt="eiffel-tower"   /></p>
<p>Paris, a capital do amor.</p>
<p><span id="more-48"></span></p>
<p>River tinha certeza que durante a noite aquela também seria a capital das luzes. Mágica, surreal e inebriante assim. Não eram poucas as coisas que fascinavam aquela garota, mas luzes e uma cidade viva, pulsante, com certeza estava entre elas. Só a expectativa já mantinha River agitada e saltitante, empolgada com os mínimos detalhes e feliz por finalmente pôr em prática seus conhecimentos da língua&#8230;</p>
<p>Porque, vamos admitir, estando em Paris, nada mais chique do que falar francês.</p>
<p>Após a viagem de primeira classe, River achou que não havia mais nada que Amarantha resolvesse fazer naquele dia que a deixaria boquiaberta, mas quando pararam na frente daquele grande e luxuoso hotel, bem, ela se viu enganada por suas expectativas.</p>
<p>Conhecia hotéis caros e quartos grandes, mas os franceses sabiam como entreter seus convidados&#8230; Aquilo não era um quarto, era uma casa inteira.</p>
<p>O carpete, o bar-cozinha, a tela de plasma&#8230; Ah&#8230; a tela de plasma&#8230;.</p>
<p>River correu até o aparelho, apreciando toa sua beleza. Sentindo todos os seus componentes, lá dentro, tão organizados. Se fechasse os olhos poderia vê-los e tocá-los.</p>
<p>Aquele era um televisor apetitoso.</p>
<p>Amy não ficou tão interessada com o prédio quanto nos amassos com River no elevador, deixando a garota ubber constrangida e o ascensorista cheio de histórias pra contar. Hm, então assim é que era ser rica, a sensação era tão boa quanto os lábios doces de sua colega de viagem.</p>
<p>Ao entrar no quarto, mesmo o blazismo de Amarantha se desmanchou, aquela sala era maior que a loja onde morava! PROCURA-SE AMY!</p>
<p>Passado o momento de deslumbramento passou pela TV onde River estava abraçada, acenando um bom dia para ela, que imediatamente ligou num canal onde alguém desejava bon jour em francês.</p>
<p>- Vou tomar banho, se não se importa &#8211; ela disse tirando a única blusa que usava e a atirando em cima de uma mesinha a caminho do banheiro. River não pode deixar de reparar que a porta do banheiro ficou entreaberta.</p>
<p>River soltou a TV por um momento, observando com mais atenção do que gostaria de demonstrar quando Amarantha tirou sua blusa. A garota trocou olhares com a TV enquanto debatia internamente com seus hormônios e o lado mais racional e ético e seu cérebro.</p>
<p>A porta estava entreaberta. Poderia ser um convite&#8230;</p>
<p>River tirou a mochila das costas e colocou no chão do lado da cama. Tirou os sapatos e meias. Mordeu o lábio inferior.</p>
<p>Ou uma armadilha&#8230;</p>
<p>Tirou o paletó do uniforme, dobrou e colocou em cima de uma cadeira acolchoada, antes de se aproximar das portas de vidro que dava para a sacada. Espiando por trás das cortinas, ela via a Torre Eiffel.</p>
<p>Amarantha era, definitivamente, um gato (e no momento, ela, River, um novelo de lã).</p>
<p>Havia um segredo na mochila de River. Algo que ela carregava consigo há 3 dias, com medo de deixar em casa e deixar que, por algum desvio de atenção, alguém visse aquele seu lapso emocional.</p>
<p>Virando nos calcanhares, a garota voltou até sua mochila, retirando alguns daqueles materiais essenciais que usava em suas criações. Também retirou uma baixa, do tamanho de uma caixa de sapatos.</p>
<p>&#8220;A melhor forma de não cair na tentação é manter a cabeça e as mãos ocupadas&#8230;&#8221;</p>
<p>Corando, River levou seu material e caixa para a sacada. Como uma criança que acaba de roubar os cookies da jarra para fazer alo muito secreto, ela olhou ao redor e mutou seu braço direito.</p>
<p>Enquanto trabalhava na sacada, feliz e contente, River sentiu toda maciez de Amy a abraçando por trás e envolvendo seu pescoço. Maciez muito especifica, ela pode constatar</p>
<p>Amy estava usando apenas o roupão do hotel, just &#8220;Percebi que preciso comprar roupas&#8221; ela disse casualmente</p>
<p>Num pulo, River escondeu o que tinha em mãos dentro da blusa.</p>
<p>- Você pode comprar enquanto eu tomo banho&#8230; &#8211; Não que ela tivesse roupas limpas na mochila, mas&#8230;</p>
<p>- O que vc esta escondendo ai?</p>
<p>- Surpresa&#8230;</p>
<p>Não vai mesmo me deixar ver? &#8211; ela diz fazendo cócegas em River</p>
<p>- Não! &#8211; River riu, se encolhendo em posição fetal no chão, protegendo sua <em>prescious </em>criação com toda dedicação e cabeça dura que só anos de prática podiam fornecer.</p>
<p>Amy pegou River no colo e a carregou para dentro do quarto, dando a garota uma boa visão do seu roupão entreaberto. Largou River na cama e se jogou em cima dela, prendendo as mãos da garota contra o colchão.</p>
<p>- Tudo bem, vc me convenceu, pode ir.</p>
<p>River sorriu de lado, de um jeito que não havia feito antes, de um jeito que nem ela , e certamente nem Amarantha, sabiam que ela podia fazer.</p>
<p>- Se quer ver o que é, pode pegar. &#8211; ela indicou o montinho embaixo de sua camisa.</p>
<p>Amy colocou a mão no peito da colegial e foi descendo lentamente arranhando de levinho até chegar ao volume na barriga.</p>
<p>- O que é isso? &#8211; Amy perguntou ao fazer o parto do montinho de mental da barriga de River.</p>
<p>Que respondeu para ela&#8230; miando?</p>
<p>Amy olhou para as próprias mãos, ela não havia feito aquilo, então como&#8230;</p>
<p>River observava a expressão de Amy, apesar de sua respiração ter acelerado visivelmente. Seu sutiã  preto serviu de camuflagem para uma cauda metálica que balançava lentamente, mas assim que Amy seguiu com sua exploração, encontrou um perfeito, amável e tão cuidadosamente criado gatinho robótico.</p>
<p>Olhou de volta para o gato então River, aquela coisinha linda e que parecia viva&#8230; e olhou para o gato outra coisinha linda e parecia viva. Ninguém nunca havia feito nada assim antes por ela, foi a coisa mais linda que ela já havia visto, que já haviam feito por ela.</p>
<p>O radio relógio começou a tocar &#8220;Unforgettable&#8221;</p>
<p>Amy sentou na cama, dando uma plena visão das suas coxas a River. A garota estava definitivamente corada. Fazendo carinho no gato, o colocou no chão. Caminhou até a janela, com o gato seguindo o seu pé.</p>
<p>- River, venha aqui por favor&#8230; &#8211; ela pediu com voz falha.</p>
<p>Fechando os botões de sua camisa, River foi atrás da garota. Ela gostou do presente, certo? Todos os sinais indicaram que sim, mas&#8230; havia toda essa coisa de insegurança quando se está vulnerável para alguém&#8230;</p>
<p>Parando ao lado de Amy, ela esperou a irlandesa falar.</p>
<p>Amy segurou as mãos de River e olhou nos seus olhos</p>
<p>Os olhos da irlandesa estavam marejados, e ela pode sentir o cheiro do cabelo molhado da ruiva</p>
<p>- River&#8230;</p>
<p><em>Unforgettable, that&#8217;s what you are </em></p>
<p><em>Unforgettable though near or far </em></p>
<p><em>Like a song of love that clings to me </em></p>
<p><em>How the thought of you does things to me </em></p>
<p><em>Never before has someone been more </em></p>
<p>- Eu&#8230; eu não estou vestida adequada para isso&#8230; nem tenho nenhum presente para te dar&#8230;</p>
<p><em>Unforgettable in every way </em></p>
<p><em>And forever more, that&#8217;s how you&#8217;ll stay </em></p>
<p><em>That&#8217;s why, darling, it&#8217;s incredible </em></p>
<p><em>That someone so unforgettable </em></p>
<p><em>Thinks that I am unforgettable too </em></p>
<p>- E nem sei exatamente como dizer isso&#8230; eu nunca fiz isso antes, apesar do que vc possa pensar, mas&#8230;</p>
<p><em>Unforgettable in every way </em></p>
<p><em>And forever more, that&#8217;s how you&#8217;ll stay </em></p>
<p><em>That&#8217;s why, darling, it&#8217;s incredible </em></p>
<p><em>That someone so unforgettable </em></p>
<p><em>Thinks that I am unforgettable too</em></p>
<p>- River&#8230; Nós não podemos mais ser amigas&#8230;</p>
<p>Havia uma linha tênue entre morrer e sentir que seu coração quebrou. Era, na forma mais bruta de se dizer, um coice, e River nunca esteve preparada para aquilo.</p>
<p>Não iria chorar, claro que não. E aquela não era uma lágrima. <em>Pfff&#8230;</em>Estava apenas&#8230; apenas&#8230;</p>
<p>Apertando a mão de Amarantha com força, ela enxugou o rosto e bravamente encarou sua sentença.</p>
<p>- Não podemos mais ser amigas&#8230; porque eu quero que você seja minha namorada</p>
<p>- River, quer namorar comigo?</p>
<p>(momentos de tensão agora, o que será que acontecerá?)</p>
<p>(River: BITCH! EU QUASE MORRI AQUI! *estapeia*)</p>
<p>Se jogando nos braços de Amarantha, River começou a chorar.</p>
<p>- Não faça mais isso comigo&#8230;. Eu quase morri&#8230;. &#8211; ela murmurou entre soluços antes de se acalmar. Finalmente, após ter certeza que sua voz estava firme e clara, ela disse &#8211; Eu aceito. É claro que aceito!</p>
<p>Amarantha levantou River pela cintura e a imprensou contra a parede e mantendo as pernas da garota fora do chão. Respondeu com um beijo quente e incontido, selvagem envolvendo sua língua de uma forma que River não esperava ser possível.</p>
<p>Em resposta, River envolveu a cintura de Amy com as pernas e abraçou a garota pelo pescoço. Se o poder de Amarantha era dar via ao inanimado, ela certamente concedeu essa dádiva à River, ligando partes mais profundas e ignoradas daquela garota, despertando uma outra criatura, faminta pelo contato físico, possessiva com sua nova dona e, definitivamente, com alguns truques na manga&#8230;</p>
<p>- Se você sair para comprar roupas, quando voltar terei preparado algo especial para comermos.</p>
<p>Em resposta, Amarantha levantou River um pouco mais e deslizou a língua pelo pescoço da garota para depois morder com carinho a pele da garota por longos momentos, deixando uma marca clássica de chupão no pescoço de River.</p>
<p>- Ok, agora eu posso sair. Você está marcada como minha propriedade &#8211; ela completou com um sorriso delicioso.</p>
<p>- Não é como se eu fosse fugir de você. &#8211; River sorriu, fazendo carinho na nuca de Amy antes de entrar no quarto.</p>
<p>Amy deixou o roupão cair alguns passos antes de entrar no banheiro, onde estavam suas roupas, e dando uma visão completa de sua nudez de costas por poucos instantes.</p>
<p>Algum tempo depois, saiu do banheiro com as roupas que tinha viajado. &#8220;Não vou demorar, sweethearth, me espere&#8221;</p>
<p>E dito isso saiu do quarto.</p>
<p>River havia feito isso uma vez. OK, não exatamente isso, mas parte. Sabia que era um terreno perigoso e sabia que muitas partes ocultas podiam despertar nesse ritual, mas&#8230; Algo lá no fundo dela dizia que seria uma noite e tanto.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/whatifrpg.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/whatifrpg.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/whatifrpg.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/whatifrpg.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/whatifrpg.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/whatifrpg.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/whatifrpg.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/whatifrpg.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/whatifrpg.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/whatifrpg.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/whatifrpg.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/whatifrpg.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/whatifrpg.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/whatifrpg.wordpress.com/48/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=48&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>XT7 &#8211; River/Amy going to France II</title>
		<link>http://whatifrpg.wordpress.com/2009/06/14/xt7-riveramy-going-to-france-ii/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 03:55:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>C</dc:creator>
				<category><![CDATA[XT7]]></category>
		<category><![CDATA[Amarantha]]></category>
		<category><![CDATA[Amy]]></category>
		<category><![CDATA[Fluff]]></category>
		<category><![CDATA[Just have sex already!]]></category>
		<category><![CDATA[Megalomania]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<category><![CDATA[River]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Elas realmente haviam conseguido entrar de graça naquele avião. Primeira classe ainda por cima. River ainda estava sem palavras para aquela situação. Nunca havia saído de Oxford sem os pais, nunca havia feito algo ilegal – Invadir sistemas para o bem de pesquisas era altamente aceitável, obviamente -, nem nunca seguiu outra pessoa, mesmo sabendo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=41&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elas realmente haviam conseguido entrar de graça naquele avião. Primeira classe ainda por cima.</p>
<p><span id="more-41"></span></p>
<p>River ainda estava sem palavras para aquela situação. Nunca havia saído de Oxford sem os pais, nunca havia feito algo ilegal – Invadir sistemas para o bem de pesquisas era altamente aceitável, obviamente -, nem nunca seguiu outra pessoa, mesmo sabendo que as ações e resultados seriam de caráter duvidoso.</p>
<p>No fundo, tinha noção de que provavelmente havia algo que Amarantha desejava dela. Algo relacionado aos seus poderes, quem sabe, ou à sua ocasional misantropia (Amy parecia ter tanto apreço pelas pessoas normal quanto ela).</p>
<p>E mesmo sabendo que poderia estar sendo usada e manipulada, tinha vontade de chorar ao imaginar o que acontecia se Amarantha simplesmente se cansasse dela e resolvesse fazer o que seja que sua mente desejasse, com quem quer que aparecesse no momento. Também queria chorar pela idéia de que estava sendo fraca o suficiente por pensar em chorar com o motivo anterior… Carência não era eficiente ou racional.</p>
<p>Aliás, nada parecia ser racional desde que conheceu Amarantha… Não gostava de sua condição sem poder, dominada e fisgada, mas não conseguia imaginar sendo realmente completa sem aquilo.</p>
<p>No todo, aquele pequeno geniozinho nunca se considerou tão tolinha e tão envolvida quanto agora, enquanto se aninhava contra a garota ao seu lado, encolhida na poltrona do avião.</p>
<p>Esse tipo de situação a deixava particularmente introspectiva.</p>
<p>Amarantha se recostou na poltrona enquanto abraçava River que se aninhara junto a ela como um filhotinho. Com o braço livre, pediu mais um champagne. Sob outras circunstancias Amy estaria extasiada com a situação, o poder de controle absoluto que tinha sobre uma mutante absurdamente poderosa tanto quanto sobre o coraçãozinho de uma jovenzinha rica e virgem. Na verdade lhe ocorreu mais de uma vez a sensação tentadora de pedir a outra garota que lambesse seus pés só para ver se ela faria isso (alem de pela sensualidade da coisa toda, mas isso é outra história), mas não era a hora ainda. E a sensação de que as coisas só iam melhorar lhe parecia deveras aprazível.</p>
<p>Entretanto, como eu disse, havia outra coisa em sua mente nesse exato momento, algo bem maior e que consumia visivelmente a sua atenção.</p>
<p>Amy se sentia particularmente estupefata ao mesmo tempo que se sentia profunda, profundamente idiota por nunca ter pensado nisso antes.</p>
<p>O que ela fez com o computador do aeroporto, bem, foi a primeira vez que ela tentou algo do tipo a sério. Ela nunca havia explorado o quanto ela podia interferir no funcionamento dos aparelhos sem fazê-los sair latindo pela sala.</p>
<p>Foi uma brincadeira que deu absolutamente certo, e agora Amy imaginava as implicações disso. Quer dizer, se funcionou com um computador então funcionaria com um caixa eletrônico, certo?</p>
<p>Ou com qualquer coisa que ela quisesse, compreende o tipo de poder que isso lhe dava?</p>
<p>Ela estava rica, pura e simplesmente isso. Ganhou na loteria, sua avó milionária e excêntrica morreu, tudo junto ao mesmo tempo.</p>
<p>Chega de dormir num sofá com as molas quebradas, de haver limites na sua vida… ela estava rica. Para River isso não significaria nada, isso não era nada senão a realidade dela, pensou. Mas para quem não tinha nada isso é outro mundo, outro nível.</p>
<p>Essa brincadeira a havia tornado, sem exagero, outra pessoa.</p>
<p>Enquanto Amarantha bebia, River pensava. Seus olhos estavam fechados desde que haviam sentado e para quem olhasse de longe, era apenas uma garota dormindo. Enquanto, na realidade, sua mente corria…</p>
<p>Amarantha era, se não tão, mais <em>control freak</em> que ela. Parecia satisfeita quando testou seu braço, provavelmente estava satisfeita agora, ao vê-la nessa posição de animalzinho fiel.</p>
<p>Não havia cogitado antes abrir mão de seu poder para outra pessoa, de colocar de lado seu orgulho para ver outra pessoa feliz. O que exatamente era isso?</p>
<p>Vamos lá, em teoria… o que é isso? Onde mais viu algo parecido…? Pense River.</p>
<p><em>Romances…</em></p>
<p>Sim, dos mais clássicos aos mais atuais. A mais pura forma de se enlouquecer.</p>
<p>Será que estava fazendo certo? As coisas eram rápidas assim? Se medisse numa escala e comparasse os últimos meses e fizesse uma projeção… seu nível de Romance por Amarantha equivaleria ao amor de (um dos supostos) deus.</p>
<p>E agora que projetava numa escala seu Romance atual (não os dois lados, apenas o seu), e se levasse em conta que o nervosismo, ansiedade e taquicardia eram formas de medir esse… sentimento…</p>
<p>Gostava de Amarantha……….</p>
<p>Escondendo sua expressão e bochechas coradas de si mesma, River afundou o rosto contra a barriga de Amy, murmurando algo incompreensível (ou talvez fosse só um gemido).</p>
<p>- Ei sweethear, está passando bem?</p>
<p>- Uhun… – River suspirou, não conseguindo ignorar o cheiro da outra garota. Ali estava outro problema… essa coisa toda de hormônios…</p>
<p>Amy passou a mão pelo cabelo de River, correndo com as unhas de leve pela nuca da garota, podia sentir os pelinhos dela se arrepiando. entretanto o gemido de River a trouxe de volta para esse mundo, para a pessoa que tinha ao seu lado. Mais do que uma pessoa, ela via River nesse exato momento como um dos bichinhos de sucata que ela criava e descriava quando bem entendesse e talvez por isso aquele gemido lhe falou tão fundo.</p>
<p>- River, querida, escute… eu… eu estou te fazendo mal?</p>
<p>Balançando a cabeça negativamente, River relaxou e só manteve a posição ue estava por ter gostado do arrepio que Amarantha causou.</p>
<p>- Não… Não é isso. – ela virou o rosto, focando sua atenção no rosto de Amy – Não sei lidar com terrenos novos… Muito menos um que…. que eu goste tanto, mesmo sem ter controle dos meus próximos passos.</p>
<p>Amy continuou passando a unha sobre a nuca de River, num gesto automático. Talvez fosse sua consciência, talvez fosse pela quinta taça de champagne mas Amy se sentia bastante leve e emotiva, será que era assim que as garotas normais deviam se sentir o tempo todo?</p>
<p>Era assim que se sentia quando não se era damaged, broken inside? Então seria isso ser… normal? Ou era só estar levemente bêbada?</p>
<p>- Tudo?! Não sei se consigo enumerar, há dias não paro de pensar em você… – ela fechou os olhos, ronronando com o carinho que recebia – Mas de uma forma geral… Penso que você gosta de poder, e que não se encaixa com as outras pessoas, assim como eu. Não sei se você se afasta de propósito ou não. Caso sim, então seria outra coisa em comum… As vezes acho que você precisa de um abraço, ou talvez eu esteja projetando que eu preciso de um abraço, ou ambos. – suspirando, ela prosseguiu – Acho você linda. Quando abre a boca, independente do que fale, mesmo que sejam prelúdios de problemas, é atraente e estou me afogando nisso.</p>
<p>River olhou por um momento o carpete do avião e adicionou:</p>
<p>- Você é fechada. Mais fechada que um lacre especial de adamantium…mas eu sei que se chegasse lá dentro cuidaria com carinho do que encontrasse, porque você é a única pessoa que me inspira essas coisas… Irracionais, emotivas e doces como um <em>koala cookie</em>.</p>
<p>Amy se abaixou e beijou a cabeça de River, ela tinha um cheiro macio e puro “- Eu não entendo nem metade das referencias que você faz, mas acho que isso é parte do porque eu estou apaixonada” – ela sussurrou baixinho no ouvido da outra.</p>
<p><em>In cases such as these I’d like a hand</em></p>
<p><em>Don’t wake me up without a master plan</em></p>
<p><em>With sight and sound becoming fragile</em></p>
<p><em>Don’t you understand?</em></p>
<p><em>When things that once were beautiful</em></p>
<p><em>Are bland</em></p>
<p><em>And when I feel like I can feel once again</em></p>
<p><em>Let me stay awhile</em></p>
<p><em>Soak it in awhile</em></p>
<p><em>If you can hold on we can fix what is wrong</em></p>
<p><em>Buy a little time</em></p>
<p><em>For this head of mine</em></p>
<p><em>Haven for all of us</em></p>
<p><em>In truth there is no better place to be</em></p>
<p><em>Than falling out of darkness still to see</em> – ela sussurrou para River uma antiga balada de uma não tão famosa assim banda irlandesa (que se resume a: tudo que não seja U2, hahaha).</p>
<p>Ao ouvir a música, River sorriu, lembrando daquele anime que assistiu um dia numa maratona durante o Ano Novo. Virou o rosto e, enquanto Amarantha ainda estava próxima, a beijou. Era sua primeira vez fazendo algo assim, a primeira vez desligando seu cérebro e agindo… E céus como estava gostando daquela sensação…</p>
<p>Amy arregalou os olhos a principio, não imaginava o seu bichinho de estimação tomando uma atitude assim, não esperava por isso, nem sabia se gostava, bom com certeza não estava achando ruim… se sentia tão confusa e a sensação era tão inebriante. Não sabia nem se o que havia dito era verdade ou era parte do seu plano…</p>
<p><em>Before we let euphoria</em></p>
<p><em>Convince us we are free</em></p>
<p><em>Remind us how we used to feel</em></p>
<p><em>Before when life was real…</em> – ela cantou baixinho quando seus lábios se separaram por um momento.</p>
<p>Das sete bilhões de pessoas nesse mundo, 15 bilhões de vacas e 103 ursos pandas, apenas uma de todas elas viu uma lagrima rolar pela face de Amarantha. Essa era River.</p>
<p>Com a mesma confiança delicada do beijo, River passou a mão pelo rosto de Amarantha e beijou o caminho que a lágrima havia feito no rosto da garota. O momento equivalia a um puppie diante de uma situação bem maior que ele, e ainda assim ele se mantinha no lugar, independente dos resultados.</p>
<p>River completou:</p>
<p>- <em>And when I feel like I can feel once again</em></p>
<p><em>Let me stay awhile</em></p>
<p><em>Soak it in awhile</em></p>
<p><em>If we can hold on we can fix what is wrong</em></p>
<p><em>Buy a little time</em></p>
<p><em>For this head of mine</em></p>
<p><em>Haven for us…</em></p>
<p>Ela segurou a cabeça de River com as pontas dos dedos, como se fosse uma boneca de porcelana e olhou com tanto carinho e ternura, como se fosse a primeira vez visse a coisa mais preciosa do mundo.</p>
<p>- Eu sou uma pessoa completamente destruída por dentro, você não é burra já deve ter percebido isso. Se formos adiante com isso, bem… essa é a sua ultima chance de desistir. Vc pode descer no aeroporto, dar meia volta e nunca mais nos veremos… eu não posso te prometer nada, eu nem um futuro, nenhuma segurança, nada. Só o que eu sinto agora, que é a coisa mais linda e talvez a única coisa boa que eu já senti. Sua vida vai mudar, sua rotina vai ser despedaçada e acho até que suas notas vão cair (ela disse com um sorriso maroto). Pense nisso, pense bem se é isso que você quer, por favor. Se nós formos agora, não haverá mais volta.</p>
<p>Enlaçando o pescoço de Amarantha com um de seus braços, River roçou o rosto contra o dela antes de sussurrar em seu ouvido:</p>
<p>- Não conte para ninguém, mas gosto do que você faz comigo… – ela beijou, ou talvez tenha mordiscado, a orelha de Amy antes de continuar falando – Estou perdendo o que mais valorizo em mim, mas não me arrependo. Sei das implicâncias disso, mas não quero perder você e quero que você sinta o mesmo por mim, na mesma intensidade… eventualmente.</p>
<p>A garota soltou o pescoço de Amy e sorriu.</p>
<p>- Comeremos biscoitos coalas de sobremesa.</p>
<p>Amy respondeu com um beijo quente, totalmente entregue e apaixonado e por incrível que pareça se River pedisse que ela se ajoelhasse aos seus pés ela faria isso sem pensar. Entretanto se a garota tinha aprendido alguma coisa sobre Amy naqueles dias é que isso era apenas uma parte da onda e que dali a dois minutos ela levantaria dali a arrastando para algum lugar, provavelmente pular de paraquedas do avião, dando ordens e estando no controle.</p>
<p>- River, eu preciso te perguntar uma coisa…</p>
<p>- Pergunte. – ela respondeu, ainda um tanto zonza com o beijo, enquanto sentava direito em sua poltrona.</p>
<p>ATENÇÃO SENHORES PASSAGEIROS, INFORMAMOS QUE ESTAREMOS ATERRISANDO NO AEROPORTO CHARLES DE GAULLE EM 5 MINUTOS, POR FAVOR MANTENHAM-SE SENTADOS E AFIVELADOS, AGRADECEMOS POR VOAR COM A AIR FRANCE.</p>
<p>(Amy: shut up! *altos falantes explodem*)</p>
<p>- Pode esperar… – ela disse sentando direito na poltrona e colocando o cinto.</p>
<p>River afivelou seu cinto e como boa menina, se endireitou na poltrona enquanto sentia as mudanças no vôo, até então linear, do avião. Era uma sensação gostosa, essa de voar..</p>
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		<title>Whisky &#8211; Missão Sequestro</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 01:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>forsakentale</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dollhouse]]></category>
		<category><![CDATA[Kobi]]></category>
		<category><![CDATA[Pimpagem]]></category>
		<category><![CDATA[Whisky]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes mesmo de abrir os olhos, Aster ouviu a voz inconfundível de Louis Armstrong e um solo de trompete: Hold me close and hold me fast The magic spell you cast This is La vie en rose Estava numa cadeira, e algumas pessoas pareciam aguarda que ela se levantasse. - Bem vinda Aster, estávamos contando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=37&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=":53">
<p>Antes mesmo de abrir os olhos, Aster ouviu a voz inconfundível de Louis Armstrong e um solo de trompete:</p>
<p><em>Hold me close and hold me fast</em></p>
<p><em>The magic spell you cast</em></p>
<p><em>This is La vie en rose</em></p>
<p>Estava numa cadeira, e algumas pessoas pareciam aguarda que ela se levantasse.</p>
<p>- Bem vinda Aster, estávamos contando com a sua presença, que bom que chegou em tempo.</p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:&quot;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p align="center"><span style="font-size:9pt;font-family:&quot;" lang="PT-BR"><span id="more-37"></span></span></p>
<p align="center">***</p>
<p>Ouvia Neil Armstrong.</p>
<p>Essa era a mais perfeita forma de se acordar. Sem despertadores, sem alguém balançando você, mas a voz clássica e eterna de Neil. Não havia quem não sentisse paz enquanto o som que tocou, anos atrás, em vitrolas e bares noir, era reproduzido agora, na mais clara qualidade.</p>
<p>Sentou-se na cadeira com toda precisão e controle que usava (para qualquer situação, <em>really</em>) e concordou com a cabeça para aquele que lhe dirigiu a palavra.</p>
<p>- Qual a nossa situação? &#8211; levantou e ajeitou aquele pijama. Com certezas precisaria de algo mais apresentável. O quanto antes.</p>
<p>Um rapaz de jaleco branco, e cabelo bagunçado aguardava ansioso ao lado da sua empregadora, a srta. Vesper que ao contrário dele se vestia impecavelmente como uma mulher de negócios.</p>
<p>- O senhor Maroni está bastante preocupado, por isso contratamos a melhor chefe de segurança que há disponível. Primeiramente você fará uma inspeção na casa. Assim que ela estiver limpa, passaremos ao próximo passo do protocolo.</p>
<p>Agora imagino que gostaria de vestir uma coisa mais formal.</p>
<p>- Perfeitamente. &#8211; ela meneou a cabeça da forma mais curta e educada possível &#8211; Agradeceria se recebesse meu material de trabalho também.</p>
<p>E este é o senhor Kobi, ele será o seu motorista particular para qualquer deslocamento que precisar fazer</p>
<p>Um oriental se curvou e estendeu a mão para Aster, que lhe pareceu estranhamente familiar e absurdamente confiável por motivos que ela não fazia idéia. Apenas sabia que se ele lhe dissesse para andar só de caldinha sobre um cabo de alta tensão, é porque ele provavelmente teria um bom motivo para fazer isso.</p>
<p>Estendendo a mão e cumprimentando o rapaz, Aster indicou com a cabeça para seguirem&#8230;. Quanto antes chegarem ao trabalho, melhor.</p>
<p>Aster se vestiu e se equipou com o que ela achou mais adequado, que seria, além do paletó preto, gravata e kit Men in Black&#8230; Os óculos escuros, duas 9mm no coldre em seu torso. Um canivete para todas as horas no bolso. Isqueiro Zippo, maço de cigarros. Celular com câmera e função de MP3. Também havia em sua perna direita, amarrada e protegida por baixo da calça, uma faca. Dessas com lâmina retrátil.</p>
<p>Just in case things get shitty.</p>
<p>Vestida, armada e parapetada, Aster e Kobi subiram por um elevador vermelho aveludado. Antes da porta fechar, Vesper pediu um momentinho com Kobi, enquanto Aster podia subir até o estacionamento acompanhada por um acompanhante random.</p>
<p>Kobi sorriu para Aster, como um velho amigo falando &#8220;já volto&#8221;, e trotou até The Boss.</p>
<p>A porta se fechou e Aster seguiu sozinha pelo elevador aveludado vermelho. Por algum motivo, teve a sensação de que já havia feito aquilo antes e uma pergunta começou a se formar na sua cabeça, mas é como se a pergunta ficasse &#8220;na ponta da língua&#8221; e ela não conseguisse saber o que ela queria saber, uma sensação um tanto incomoda na verdade.</p>
<p>Estática, ela continuou subindo, mas algo no fundo de sua mente dizia que era melhor esperar pelo Sr Kobi. Qualquer desconforto a mais que sentia ficou escondido por trás de uma máscara de seriedade. Era como ter um inimigo, constante e vigilante, esperando por um momento de fraqueza, e Aster sabia melhor do que mostrar qualquer dúvida ou confusão.</p>
<p>- Sr. Kobi, espero que compreenda a importância dessa missão para o nosso cliente e porque indicamos nosso melhor ativo para ela. Mas não é sobre isso que eu quero falar, isso o senhor sabe. O que eu realmente espero que compreenda é que as coisas nem sempre funcionam como gostaríamos nesse negócio. E que o seu trabalho nessa missão é falhar. Esperamos que não se esqueça disso mesmo sob pressão.</p>
<p>- O quê? &#8211; o rapaz franziu a testa &#8211; Desculpe, Boss, mas o que exatamente seria &#8220;falhar&#8221; aqui?</p>
<p>(- JAPONESES NÃO FALHAM! YATAAA!! \Ò.Ó/)</p>
<p>- Permitir que Whiskey seja capturada. Eu sei o que pode acontecer em campo, e quero que tenha claro em mente que uma atitude heróica pode significar a perda do nosso melhor ativo.</p>
<p>O handler não gostou. Era evidente. Um misto de confusão e &#8220;this smells like bad sushi&#8221;.</p>
<p>- Se deseja que eu atue da melhor forma, preciso saber no que exatamente estamos entrando. Com todo respeito, Boss.</p>
<p>- A missão que passamos ao ativo não esta correta. Não totalmente, ao menos. Trata-se de uma quadrilha de trafico internacional de mulheres, mas algo bem diferente do que acontece no terceiro mundo.</p>
<p>- Qual é nossa missão e o que ela está esperando que seja?</p>
<p>- Alguns homens acharam que seria uma boa idéia negociar não ex-faveladas da beira da praia, mas sim filhas de diplomatas, ricos empresários e etc. O nosso cliente teve a filha sequestrada, e o Ativo vai entrar lá, escapar e levar o objetivo consigo. Entretanto para isso é necessário que ela não tenha ciência da missão ou nunca vão colocá-la na mesma área onde o resgate deve ocorrer.</p>
<p>Kobi mordeu a língua. Seria linda a idéia, não fosse a realidade que 10 em 10 casos Whisky era totalmente fã de ser o don juan, herói das meninas indefesas no meio de campo&#8230;. mesmo que precisasse fazer algo estúpido e perigoso para isso.</p>
<p>Certo, pegaram a ativa correta para a missão&#8230;</p>
<p>- Muito bem, ela será rastreada e monitorada? Alguma escuta?</p>
<p>- Naturalmente ela não terá nenhum monitoramento&#8230; usual. Vamos rastreá-la através de uma forma experimental e&#8230; incomum.</p>
<p>(Vesper: um vibrador com sensores audio-visuais)</p>
<p>- Hum&#8230;?</p>
<p>Kobi espantou os pensamentos sobre tentáculos retráteis com visores ópticos de sua mente por um momento.</p>
<p>- Nosso operador ainda está em treinamento, então acho melhor que Topher explique o procedimento</p>
<p>A atenção de Kobi voltou-se para o MGIC (Mega Geek In Charge) da Dollhouse.</p>
<p>- Então, esse é o lance&#8230; feromonios. Um inseto pode senti-los a quilômetros de distancia e encontrar seu parceiro e assim nós também podemos&#8230; recentemente. Quando Whiskey encontrar a&#8230; a&#8230; a&#8230; parâmetro da missão, bem, nós alteramos levemente sua quimica para que ela nos diga onde esta</p>
<p>É claro, isso deve ter alguns efeitos colaterais mas eu&#8230; bem, nós acreditamos que isso vai apenas aprimorar as qualidades únicas da ativo Whiskey&#8230;</p>
<p>- Haa&#8230; Whisky está gostosa para alguém específico ou no geral?</p>
<p>- Não funciona assim, seria até meio perigoso&#8230; então humanos não podem senti-los. Ela vai apenas emiti-los quando encontrar quem precisa encontrar.</p>
<p>- Você colocou um imã nela para a filha do contratante?</p>
<p>- Eu prefiro o termo seleção de gosto, mas bem&#8230;</p>
<p>- Arranja um desses no meu dia de folga, T-Man? &#8211; o asiático pigarreou &#8211; Muito bem. Mais alguma coisa que preciso saber?</p>
<p>- Assim que Whiskey estiver com o parâmetro concluído, você liderará uma equipe de assalto e resgataremos as demais garotas &#8211; Vesper interrompeu, e Kobi pode imaginar que não havia nada de filantrópico nas ordens da missão.</p>
<p>- Claro, vivemos para, vc sabe, mexer nas cabeças.</p>
<p>Kobi estava dividido, mas tinha uma faísca que normalmente vira uma chama de confiança nas habilidades de Whisky&#8230;. Ele só precisaria ver se ela estaria se adaptando bem à nova impressão&#8230;</p>
<p>- Alguma idéia do tempo que levaremos?1 dia? 3?</p>
<p>- Isso é totalmente com Whiskey</p>
<p>- Não se apressa a arte &#8211; Topher acrescentou</p>
<p>Kobi mordeu a língua novamente para não comentar quantas &#8220;artes&#8221; ele precisou assistir Whisky fazendo que não estava, exatamente, planejadas.</p>
<p>- Ah&#8230; claro. boa sorte com sua espera&#8230; &#8211; ele deu uns tapinhas no ombro de Topher e foi saindo para o elevador.</p>
<p>- Naturalmente confiamos nas suas habilidades como handler para fazer com que Whiskey tenha sucesso na infiltração, a vida do ativo depende disso. E boa sorte, senhor Kobi.</p>
<p>Kobi levantou a mão, sem virar nem parar, erguendo o dedo indicador e o do meio em um V de vitória.</p>
<p>Enquanto se afastava, Kobi ouviu Topher resmungando &#8220;sabe que eu até sinto falta do *falando com voz grossa* somos cafetões e assassinos agora?&#8221;</p>
<p>(Kobi: *foi cafetão e assassino*)</p>
<p>Enquanto isso no andar de cima, Aster foi brindada com uma visão que encheu seus olhos: uma garagem com todos os tipos de carros, motos, furgões e triciclos que ela podia imaginar. Aquela parte não fazia parte da programação, era uma coisa muito mais intima, interna e anterior a própria Whiskey.</p>
<p>A jovem, apesar de toda a postura espartana que mantinha até então, pareceu relaxar. Caminhou por entre algumas das máquinas, passando a mão por seus capôs e funilarias, guidões e painéis.</p>
<p>Havia algo de tão familiar naquilo. Ela podia sentir&#8230;. sentir algo muito mais profundo que admiração pelo potencial estratégico de cada máquina. Estava praticamente interessada em tê-los numa coleção particular se fosse uma ricaça com muito tempo livre em mãos&#8230;</p>
<p>Kobi chegou batendo palmas e sorriu:</p>
<p>- Muito bem, madame&#8230; Por aqui, sua condução a aguarda.</p>
<p>- Ah&#8230; &#8211; tirada e seu transe, Aster voltou a enrigecer os ombros. Faltou apenas uma continência para completar sua reação. &#8211; Sim, claro. Vamos.</p>
<p>Kobi saiu da garagem, o GPS do Hummer mostrava o caminho a ser seguido. Falando em ser seguido, não demorou muitos minutos até Aster e depois Kobi perceberem que estavam sendo seguidos.</p>
<p>Aster analisou as hipóteses, mas antes que pudesse avisar Kobi de sua situação, aquele motorista (bem alerta e treinado, diga-se de passagem) já estava acelerando e evitando, discretamente, o carro atrás.</p>
<p>Claro&#8230; fazia isso pelo bem do show. Se realmente sua missão era permitir que Aster falhasse, precisaria ao menos fazê-lo da forma mais natural possível. No caso, oferecendo alguma resistência.</p>
<p>- Como me descobriram aqui? &#8211; Aster murmurou entre os dentes, mais para si do que para Kobi &#8211; Isso provavelmente é trabalho de algo muito mais próximo do contratante do que a Srta Vesper poderia imaginar. Os próprios seguranças? &#8211; ela olhou para o motorista, procurando alguma reação &#8211; Não&#8230;</p>
<p>- Boa coisa você ser bem preparada, não? &#8211; o rapaz respondeu como quem passeava de bicicleta no parque, e não fugia pela vida nas ruas de Las Vegas &#8211; Confio em você para ajeitar esse quebra cabeça.</p>
<p>Aquelas palavras deram um boost de confiança em Aster. Já ouviu aquilo antes. Sim&#8230; Em algum momento. Mas agora era tudo que precisava. O que quer que estava acontecendo, daria um jeito.</p>
<p>O carro de atrás acelerou e encostou na traseira do Hummer enquanto uma outra Van fechava a frente deixando o veiculo dos dois encaixotado. Kobi se deixou guiar pelo encaixotamento até que aconteceu algo que pegou até mesmo os seus anos de experiência desprevenidos: um caminhão cruzou um sinal vermelho a toda e acertou em cheio a traseira do carro, dismilinguindo-a e reduzindo a metade de trás do carro a pouco mais que metal retorcido.</p>
<p>O cinto e o air bag entraram em ação e assim que se livraram deles Kobi e Aster já viram homem encapuzados se movimentando ao redor do carro com armas em punho.</p>
<p>Kobi soltou um praguejamento em japonês, tentando se livrar do cinto e dor airbags. Aquelas malditas funções de proteção eram BEM irritantes quando se precisava de espaço. Ao seu lado, Aster começou a fazer o mesmo. Estava pronta para sacar uma das armas, quando sentiu a mão do rapaz asiático em seu pulso.</p>
<p>- Espere. Eu cuidodisso. &#8211; e sem esperar uma resposta, sabendo que teria alguns momentos enquanto Whisky/Aster lutava entre fazer algo impulsivo e obedecer, Kobi saiu do carro, no melhor ninja mode, descendo mão, pé e cabeçada em quem se aproximasse do carro.</p>
<p>- Se afaste do carro, levamos a garota e ninguém se machuca &#8211; gritou um dos caras de capuz caminhando em direção a porta de Aster com uma metralhadora em pulso.</p>
<p>Kobi precisou segurar seus instintos. Estava a ponto de sacar sua arma e falar algo de efeito, mas isso iria contra os planos da Big Boss. Aquilo era para um bem maior&#8230; Ou pelo menos ele tentava se convencer. Erguendo os braços em derrota, ele se afastou do carro.</p>
<p>Aster limitou-se a arregalar os olhos com a situação, mas parou mais uma vez ao somar a quantidade de homens armados Vs ela própria. &#8220;No heroic acts&#8221; a expressão de seu motorista dizia&#8230;</p>
<p>Com o orgulho cutucado, Aster saiu do carro lentamente, se entregando.</p>
<p>- Muito bom! &#8211; O homem gritou, colocando um capuz em Aster e a algemando com pulseiras plásticas filhasdamãequenãoarrebentam e só cortam os pulsos se vc tentar.</p>
<p>Aster foi conduzida até a parte de trás do caminhão e jogada pra dentro enquanto ao longe se ouvia as sirenes da policia e dos bombeiros se aproximando do local do acidente.</p>
<p>O caminhão partiu com Aster, enquanto Kobi observou sua carga preciosa ser levada&#8230;</p>
<p>Kobi deu uma patada na porta do carro. Irado. Então pegou o celular e foi avisar a Dollhouse que Whisky havia sido levada.</p>
<p>(Continua no próximo episódio)</p></div>
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		<item>
		<title>XT7 &#8211; River e Amy going to France!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 04:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>C</dc:creator>
				<category><![CDATA[XT7]]></category>
		<category><![CDATA[Amarantha]]></category>
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		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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<p class="MsoNormal"><span style="font-size:9pt;font-family:&quot;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p>- Então a princesinha saiu sem o seu pitibul hoje? &#8211; foi o que River ouviu na saída de escola, a voz inconfundível de sua amiga Grunk.</p>
<p><span id="more-24"></span></p>
<p>River pensou em parar e responder algo como &#8220;bem, aparentemente você está aqui&#8230;&#8221;, mas não sentiu vontade. Continuou andando, ignorando Grunk.</p>
<p>- Estamos caladas hoje, não estamos? &#8211; ela respondeu, enquanto sua dupla dinâmica Krunk bloqueava o caminho da frente da garota &#8211; melhor, vai ser mais fácil assim.</p>
<p>Estreitando os olhos, River parou de morder a língua e respondeu:</p>
<p>- De pitbull só conheço vocês duas ogras. Agora se me dão licença, não vou perder meu tempo ouvindo vocês.</p>
<p>- Escuta aqui sua bostinha! &#8211; A garota disse segurando River pela gola, não antes de jogar a mochila dela no chão. River podia ver que a garota tinha uma queimadura bem visível sobre o olho esquerdo, mesmo já tendo passado quase mais de uma semana.</p>
<p>- Nós vamos te ensinar uma coisinha ou duas sobre respeito.</p>
<p>- Você certamente não sabe diferenciar opressão e respeito. &#8211; River rosnou, faltando apenas cuspir um &#8220;estúpida!&#8221;, e levou as mãos para o rosto da garota que a segurava, arranhando com gosto.</p>
<p>(afiando as patas e tal)</p>
<p>A garota atirou River no chão e se preparou para chutá-la</p>
<p>- Ei, o que você estão fazendo ai? -gritou um policial que vinha passando ao longe</p>
<p>River estava protegendo o rosto, esperando o primeiro chute, só que ao ouvir o policial, ela se levantou, agarrando suas coisas e tropeçando para longe das monstrinhas revoltadas. Não queria saber o que o policial faria com elas ou qual desculpas elas usariam, queria apenas sumir dali.</p>
<p>Enquanto corria, passou por vários quarteirões e quadras até sentir um puxão e alguém cobrir sua boca com a mão.</p>
<p>- Você nasceu com um dom para problemas, heim? &#8211; Amy disse para a garota enquanto tirava a mão da sua boca</p>
<p>- Não comecei dessa vez!! &#8211; ela disse, quase gritou, de forma agitada enquanto olhava para os lados e por cima dos ombros &#8211; Eu sequer falei com alguém! Eles estão programados para ser imbecis! Só pode ser!</p>
<p>Amy deu um tapinha no ombro da garota e sorriu, aquela inocência era realmente cativante e isso ela não podia negar.</p>
<p>- Calma, calma, vc esta segura agora</p>
<p>- Onde você esteve? Por que não veio para a aula? &#8211; a garota parecia realmente preocupada, como um técnico da NASA após o lançamento do satélite, sem saber exatamente o que seu adorado fazia lá no espaço.</p>
<p>- Eu estive por aqui, por ali, por toda parte. Fazendo o que me dava vontade, vc não?</p>
<p>- Não. Digo, sim. Senão não teria ido ao banheiro nem dormido&#8230; &#8211; ela fez uma pausa, pensando, e como quem não tinha muito certeza daquilo, adicionou &#8211; Preciso ir&#8230;</p>
<p>Amy simplesmente pareceu ignorar o que River disse e comentou &#8220;- Vc gosta de sorvete?&#8221;</p>
<p>Os olhos de River brilharam. Muito além do que os olhos de uma criança brilharia. Estamos falando de uma das maiores tentações oferecidas por uma sucubus aqui. Ela sorriu e abraçou sua mochila como se fosse seu amante.</p>
<p>- De doce de leite? E menta? E morango?&#8230; Hummm&#8230; chocolate ocm pedaços de chocolate&#8230;</p>
<p>Amarantha segurou o braço de River e a conduziu pelo centro da cidade mais uma vez, como seu cachorrinho de estimação. Um particularmente bonito, diga-se de passagem.</p>
<p>Entrou numa sorveteria e se sentou numa mesa do segundo andar &#8220;Pegue o que quiser, por minha conta&#8221;.</p>
<p>(ela paga por coisas?)</p>
<p>(ela DISSE que ia)</p>
<p>River sorriu e pegou um pote muito maior do que alguém de sua finura demonstraria comer. Havia uma mistura de sabores, sedutoramente coberta com granulados coloridos e canudos de biscoito. E como quem apreciasse uma obra de arte, River juntou as mãos e esfregou uma contra a outra antes de atacar seu mais novo tesouro.</p>
<p>Amy sorriu, e juntou as mãos observando River comer. Na verdade nunca havia visto a garota ser tão espontânea por qualquer coisa; observou encantada como quem observa seu animalzinho fazer um truque particularmente interessante.</p>
<p>- Como foram seus últimos dias?</p>
<p>- Hum&#8230; &#8211; ela pensou entre colheradas &#8211; Cinzas&#8230; Confusos. Não gosto disso. &#8211; ela concluiu, franzindo as sobrancelhas &#8211; Você deveria ir mais a escola, agora minha rotina está caótica e sem rumo.</p>
<p>- Também senti sua falta &#8211; ela disse, com um sorriso &#8211; E vc deveria ir menos, vc não precisa disso. Nem eu.</p>
<p>- Preciso. Sempre há algo&#8230; E presença conta em um currículo. E&#8230;. e&#8230; devemos ir.</p>
<p>- Então&#8230; pra que vc precisa de um currículo, exatamente?</p>
<p>- Para ir para uma faculdade, é claro. &#8211; ela passou um canudo de biscoito particularmente suculento no sorvete de morando e ofereceu para Amarantha.</p>
<p>Amarantha aceitou o canudo de biscoito de River e engoliu, tocando os dedos da garota com os lábios lentamente.</p>
<p>- E para que vc precisar ir para faculdade, é claro?</p>
<p>- Para aprender mais. &#8211; a garota corou, trazendo sua mão de volta e focando toda sua atenção na montanha colorida diante de si.</p>
<p>- Se é que te faz feliz, ela respondeu erguendo as sobrancelhas. Quanto a mim, acho que irei por sua causa até pensar em algo mais divertido para fazer&#8230;</p>
<p>River sorriu abertamente.</p>
<p>- Por mim?</p>
<p>Amarantha piscou e sacudiu a cabeça &#8220;Vamos para Paris.&#8221;</p>
<p>- Não entendi. Não acho que os professores farão uma viagem tão cedo&#8230; Mas enfim&#8230; &#8211; ela passou o indicador pelo topo do sorvete de menta e ofereceu para Amarantha &#8211; O que você pretende fazer?</p>
<p>Amarantha ignorou o dedo com sorvete de River, levantou e lhe deu um beijo gelado (sorvete, you know) de língua.</p>
<p>- Estou dizendo que nós iremos assim que vc terminar esse sorvete. E vc não vai perder sua preciosa aula amanhã, é claro.</p>
<p>A possibilidade parecia ridícula e impossível. River riu e lambeu o próprio dedo.</p>
<p>- Você fala as coisas mais estranhas. &#8211; ainda assim, River se apressou com seu sorvete e ao terminar, pareceu satisfeita com seu trabalho. &#8211; Pronto.</p>
<p>- Vamos. &#8211; Amy saiu andando para que River a alcansasse, como ja era de costume. Ao passar pela recepção, o atendente informou que eram 21 euros e 90 centavos. Diante dessa informação, Amy pensou um pouco, ponderou e então levantou a saia, exibindo suas coxas alvas e sua calcinha de cor preta</p>
<p>- Fique com o troco, vamos</p>
<p>Saiu enquanto o atendente ainda estava no estagio &#8220;WTF?!?&#8221;</p>
<p>Assustada e atônica, River precisou realmente ser puxada para se mexer. Até suas orelhas estavam roxas e precisou se segurar para não conferir no sinal da polícia se havia alguma informação sobre furtos de sorvete naquela região da cidade&#8230; Certamente policiais teriam mais o que fazer&#8230;. Não é&#8230;&#8230;..?</p>
<p>Amarantha parou na calçada, e colocou a mão no queixo. Por fim escolheu uma vespa amarela e sentou em cima. – Sobe.</p>
<p>Obedientemente, River subiu, ajeitando sua saia e mochila antes de segurar na cintura de Amarantha.</p>
<p>Amy apenas colocou a mão sob o guidão e a moto partiu. Amy então se inclinou para trás, escorando a cabeça no ombro de River e os braços em torno do seu pescoço.</p>
<p>River só não surtou com a cena por conhecer o poder da outra garota, mas ainda assim, não desejava ter a imagem das duas em algum banco de dados sobre mutantes. Fez uma nota mental e quando chegasse em casa, teria que fuçar nas câmeras da cidade para consertar isso.</p>
<p>Com um suspiro, River relaxou, seu braço direito envolvendo a cintura da garota a sua frente com um pouco mais de posse o que imaginaria estar usando e recostou a testa conta o ombro e Amy.</p>
<p>- Você faz isso por prazer? Chocar?</p>
<p>- Porque eu posso. &#8211; Amy segurou as mãos de River sobre sua cintura, tentando puxá-las para cima na direção dos seus seios apenas pela diversão de provocar a garota &#8211; E vc também.</p>
<p>River não pode deixar de perceber também que a moto se dirigia em direção ao aeroporto da cidade.</p>
<p>Sendo a boa menina que era, River manteve a mão na cintura de Amarantha.</p>
<p>- Posso, mas não devo.</p>
<p>- Claro que devemos, não seja absurda</p>
<p>- Para onde estamos indo? &#8211; ela também gostaria de perguntar &#8220;você escolheu essa vespa só para me provocar?&#8221;, mas achou melhor não. Não era como se fosse fazer alguma diferença.</p>
<p>- Achei que já ouvesse dito isso, estamos indo para a França, oras</p>
<p>- Sabemos que a França é um tanto longe se formos de vespa.</p>
<p>- Vc não é burra sweethearth, sabe que estamos indo para o aeroporto, e empinando! &#8211; Amy disse dando uma pancadinha na lateral da moto com a perna como se fosse um cavalo.</p>
<p>Passou pela mente de River fazer algumas perguntas. Por que ela? Por que estava fazendo isso? E o que exatamente Amarantha planejava? A ruiva continuava um enigma e continuava sendo atraente em toda a sua revolta com o senso comum. River queria. Não. River precisava saber porque ela era assim e o que estava se passando por trás das muralhas ao redor dela.</p>
<p>Sem contar que os livros de psicologia recomendaram o uso de diálogo, sempre.</p>
<p>Apesar disso, a garota ficou em silêncio, gostando de descobrir o cheiro cítrico de lima que o cabelo de Amarantha tinha e como sua cintura era fina o suficiente para que pudesse ser abraçada com apenas um braço.</p>
<p>Elas seguiram por alguns minutos até chegarem as cercanias do aeroporto, o que significava que, como empre, Amarantha estava falando muito sério.</p>
<p>Amy parou a moto na entrada do aeroporto e entrou, não sem antes dar um tapinha nas ancas dela para que ela voltasse para casa.</p>
<p>Se dirigiu direto ao balcão de passagens ignorando a fila e se debruçou sobre a mesa.</p>
<p>- Duas passagens para Paris, agora!</p>
<p>River deu um sobressalto quando ouviu o tom de Amy. Ela olhou para a fila de pessoas e segurou a beirada de sua blusa. Estava sendo um animalzinho obediente, mas temia que alguém mais revoltado naquela fila viesse estapeá-las.</p>
<p>- Você faz idéia de quem essa pessoa é? Faz idéia do tamanho do processo que vocês vão ter que responder se ela não estiver naquele avião em cinco minutos? Vai ter sorte se trabalhar perto de aikiki novamente, te digo isso!</p>
<p>- Ela afirmou puxando River pelo pulso para perto do balcão</p>
<p>- Eu sinto muito senhora, já estou resolvendo isso, a incompetência desses funcionários de hoje em dia, por favor não fique irritada.</p>
<p>Engolindo a seco e estremecendo com o tanto de atenção que recebia, River franziu a testa, tentando se concentrar em ficar séria&#8230; O que saiu mais como: &gt;=(</p>
<p>- VIU O QUE VOCÊ FEZ? VÊ? ESTAMOS COM SÉRIOS PROBLEMAS AGORA, VC CONDENOU A TODOS NÓS!</p>
<p>Enquanto isso, o pobre atendente da companhia aérea quase caiu para trás quando o computador lhe disse quem era aquela garota.</p>
<p>- Por favor senhora, por aqui ele apontou para River e a conduziu até o portão de embarque.</p>
<p>- Senhora Charllotte Sarcozi, por aqui, sinto muito pelo inconveniente.</p>
<p>- É BOM MESMO QUE SE DESCULPE, SE PRETENDE ALIMENTAR SEUS FILHOS NOVAMENTE! &#8211; Amy ralhou com o funcionário.</p>
<p>Apressadamente River seguiu o atendente &#8211; mais por querer sair de perto dos outros passageiros do que por gostar da idéia de ser alguém assustadoramente importante.</p>
<p>&#8230; Mas no fundo, lá no fundo, estava gostando do seu primeiro RPG Live Action.</p>
<p>- Então, como é ser a filha do presidente da França? &#8211; Amy lhe perguntou enquanto passavam pelo portão de embarque.</p>
<p>- Assustador&#8230;. &#8211; ela segurou a mão de Amarantha, apertando com força &#8211; E se eles descobrirem? Você sempre faz isso? Aliás, por que está fazendo isso?&#8230;. Podemos ver a Torre Eiffel?</p>
<p>- Se eles descobrirem, estaremos em outro país sobre qual a policia não tem nenhum poder e uma ação diplomática levaria meses. Estou fazendo isso porque eu posso, essa é a lição que vc tem que aprender aqui. Eu te disse isso desde a primeira vez que nos encontramos. Vc é especial, assim como eu. E bem, porque eu quero ver a Torre Eiffel e tirar fotos românticas no arco do triunfo, eu sou uma garota as vezes. Mas não espalhe essa parte, é segredo ;D</p>
<p>- R-românticas? Comigo? &#8211; olhando para os próprios pés, River corou &#8211; Você é assim com todas as garotas que conhece?</p>
<p>- Ai&#8230; &#8211; Amy deu um suspiro pesado e cansado &#8211; Qual a parte de &#8220;você é especial&#8221; é tão dificil de entender? Talvez matar aula realmente não seja uma boa coisa pra vc&#8230;</p>
<p>- Não é como se eu interagisse com outras pessoas. &#8211; River franziu a testa novamente e bufou, ainda com o rosto vermelho.</p>
<p>(aka Não sei como essas coisas funcionam.)</p>
<p>- Vou te ensinar como essas coisas funcionam, preste atenção</p>
<p>Vc para bem aqui, isso. Agora sorria e coloque a mão no meu peito assim &#8211; disse ela conduzindo a mão da garota &#8211; Ótimo, agora acene para aquele papparazzi, estamos criando um escândalo internacional senhora filha do presidente da França. &#8211; Ela completou com uma gostosa gargalhada.</p>
<p>Ao ouvir as palavras mágicas, River olhou novamente para a garota, focando nela toda sua atenção. Ela ficou entre fugir e brigar com Amy, acabando por retirar a mão e caminhar para o avião com mais pressa que antes.</p>
<p>- Pq vc é tão tensa?</p>
<p>- Por que você é tão solta?&#8230;. Somos dois campos diferentes, interagindo apesar das regras físicas e ainda assim, não consigo evitar dizer &#8220;não&#8221; quando você faz algo assim&#8230; &#8211; ela balançou a cabeça &#8211; Eu tenho medo&#8230; do que pode acontecer. É por isso.</p>
<p>Amy fechou a cara parou de caminhar e segurou River pelos ombros. Virou ela de costas e pegou alguma coisa na sua mochila, então virou a menina de volta, enfiando o seu iphone na sua mão</p>
<p>River ficou olhando, sem entender.</p>
<p>Ninguém, absolutamente ninguém nesse mundo pode te tocar se vc não quiser. Você é a filha do presidente da França ou Osama Bin Laden se nós quisermos que você seja. Entende? Essas regras, essas &#8220;complicações&#8221; não foram feitas para nós. Nós somos diferentes, nós somos especiais. Nós. Somos. Superiores.</p>
<p>- Então o que é que te preocupa tanto, afinal? Não existe um computador nesse mundo que não levante e dance a macarena se eu quiser, não existe prisão nesse mundo que te detenha se vc tiver dois parafusos e uma colher. Entende o tipo de poder que nós temos?</p>
<p>Houve um longo momento em  silêncio. O lado mais racional de River dizendo coisas a respeito das reais filhas de presidentes e terroristas, de suas fotos em jornais e revistas&#8230; O lado mais racional de River dizia que haviam regras éticas feitas para serem seguidas ou o mundo seria dominado por uma anarquia autodestrutiva e incontrolável que destruiria toda forma de vida do planeta.</p>
<p>O lado emocional de River dizia que a mão de Amarantha era macia e que seu sorriso era bonito, e isso bastava.</p>
<p>River, por si só, não queria mais pensar.</p>
<p>- Podemos subir na Torre Eifel?</p>
<p>- Como poderíamos não fazê-lo? Vamos para Paris, sweetheart.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/whatifrpg.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/whatifrpg.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/whatifrpg.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/whatifrpg.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/whatifrpg.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/whatifrpg.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/whatifrpg.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/whatifrpg.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/whatifrpg.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/whatifrpg.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/whatifrpg.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/whatifrpg.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/whatifrpg.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/whatifrpg.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=24&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>XT7 &#8211; River Solo</title>
		<link>http://whatifrpg.wordpress.com/2009/06/11/xt7-river-solo/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 00:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>forsakentale</dc:creator>
				<category><![CDATA[XT7]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[River]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltar para casa não foi problema. Tinha um GPS, mapas, linha direta com a polícia em caso de furto e sequestro&#8230; Além do dinheiro para o táxi. Não queria voltar a pé, queria um tempo para sentar e pensar. Processar as informações daquele dia. Queria entender o que houve, mas não sabia exatamente se desejava [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=12&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voltar para casa não foi problema. Tinha um GPS, mapas, linha direta com a polícia em caso de furto e sequestro&#8230;</p>
<p>Além do dinheiro para o táxi.</p>
<p><span id="more-12"></span></p>
<p>Não queria voltar a pé, queria um tempo para sentar e pensar. Processar as informações daquele dia. Queria entender o que houve, mas não sabia exatamente se desejava cavar demais dentro de si para encontrar respostas.</p>
<p>Seria como quando tentou entender porque implicava tanto com seus colegas, porque fazia questão de apertar botões que sabia que não deveria apertar, porque procurava se afastar de todos e mantinha como relação social mais saudável aquilo que tinha com seus pais e seus experimentos no laboratório de casa.</p>
<p>Tem certas coisas que você sabe que não quer saber. River tinha muitas dessas coisas guardadas em um canto da sua cabeça, onde poderia ignorar e acreditar que sim, estava fazendo o melhor para ser a melhor e logo nada mais faria diferença.</p>
<p>Mentiras a parte, o tumulto daquela tarde foi além de todas as experiências que teve durante os anos.</p>
<p>Amarantha era&#8230; Amarantha era&#8230; um quebra-cabeça. Era uma ratoeira atraente, uma armadilha fascinante. Ela incitou e acordou partes suas que nem mesmo o mais complexo dos modelos eletrônicos havia conseguido e por mais que River temia por sua funcionalidade dali em diante, se cavasse um pouco mais do que o normal, admitiria que não se importava tanto quanto deveria.</p>
<p>A irlandesa ruiva forneceu algo muito maior do que poderia desejar. Alguém que sabia de seus poderes, suas falhas, suas fobias sociais, e ainda assim tentou se aproximar. Ainda assim queria conhecê-la, e ao conhecer até mesmo seu lado mais fraco, mais carente, continuou por perto.</p>
<p>River sentia como se estivesse num ponto decisivo aqui. No ponto entre sua vida até então e um mundo diferente. Se atravessasse a linha divisória entre esses dois lugares, precisaria abrir mão de parte do seu orgulho e de alguns mecanismos de defesa.</p>
<p>Mais importante de tudo, precisaria aprender a lidar com Amarantha&#8230;</p>
<p>Para isso precisaria entendê-la.</p>
<p>O que exatamente aconteceu? Por que ela começou a chorar? O que exatamente ela havia feito para ganhar uma reação tão emotiva? Certamente não foi a mudança do seu braço&#8230; A não ser que houvesse um retardamento na transferência de dor.</p>
<p>A forma como ela reagiu ao seu pedido foi extrema, como o comando que ativa alguma função oculta de uma máquina. Quando pensou que Amarantha estava machucada, não acreditava que isso iria tão mais longe do que seus problemas.<br />
<em></em></p>
<p><em>River tolinha&#8230;</em> Algo no fundo de sua mente falou no tom mais condescedente possível.</p>
<p>Mas&#8230;</p>
<p>Mas ela sabia consertar coisas, certo? Sabia arrumar qualquer coisa com problemas, falhas, defeitos&#8230; Ela poderia consertar a garota!&#8230;.certo? Poderia ajudar Amarantha a se livrar daquele bug e ela seria feliz e funcional e&#8230; feliz (ou o que quer que normalmente se é quanto se está completo e perfeito).</p>
<p>- Chegamos, mocinha. &#8211; o taxista tirou River de seus pensamentos.</p>
<p>Pagou a corria, entrou em casa e não notou que havia pulado três estágios de sua rotina diária ao ir direto para o banho, trancando a porta atrás de si e iniciando um ritual que, até então, só havia conhecido na teoria.</p>
<p>Digamos apenas que ela precisava processar mais um pouco sobre uma certa ruiva&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/whatifrpg.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/whatifrpg.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/whatifrpg.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/whatifrpg.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/whatifrpg.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/whatifrpg.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/whatifrpg.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/whatifrpg.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/whatifrpg.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/whatifrpg.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/whatifrpg.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/whatifrpg.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/whatifrpg.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/whatifrpg.wordpress.com/12/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=12&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>XT7 &#8211; River/Amy Begins II</title>
		<link>http://whatifrpg.wordpress.com/2009/06/11/xt7-riveramy-begins-ii/</link>
		<comments>http://whatifrpg.wordpress.com/2009/06/11/xt7-riveramy-begins-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 23:28:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>C</dc:creator>
				<category><![CDATA[XT7]]></category>
		<category><![CDATA[Amarantha]]></category>
		<category><![CDATA[Amy]]></category>
		<category><![CDATA[River]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma semana de detenção se passou. É verdade que River havia sido liberada no primeiro dia, mas qual a explicação para deixá-la sair tão cedo e manter sua cúmplice por mais uma semana? Era irracional e preconceituoso, e por isso ela passou a frequentar os dias seguintes de detenção mesmo com o professor responsável explicando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=10&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma semana de detenção se passou.<br />
<span id="more-10"></span></p>
<p>É verdade que River havia sido liberada no primeiro dia, mas qual a explicação para deixá-la sair tão cedo e manter sua cúmplice por mais uma semana? Era irracional e preconceituoso, e por isso ela passou a frequentar os dias seguintes de detenção mesmo com o professor responsável explicando que não havia necessidade de sua presença ali.<br />
Tudo bem, não era como se ele precisasse entender qualquer coisa.</p>
<p>Seu celular, River deu por perdido para todo o sempre. Não seria o primeiro a ser alvo de alguma peça sem graça. Curiosamente dessa vez ela não via problemas na situação, a tal O&#8217;Raden parecia bem feliz com sua nova companhia, não havia necessidade de causar uma explosão no aparelho quando ele estivesse na bolsa ou armário dela&#8230;</p>
<p>Pasou pela mente de River pedir seu IPhone de volta e no fim havia concluído que Amy falaria &#8220;não&#8221; anyways. Ela tinha cara de quem falaria &#8220;não&#8221; só pelo prazer da coisa.<br />
Muito bem, voltando a rotina&#8230;</p>
<p>River checou sua agenda eletrônica. Era uma quinta-feira, talvez loja de HQs seguida por loja de eletrônicos e um grand finale com biscoitos de koalas recheados na loja de conveniência antes de voltar para casa. Sim, o plano perfeito.</p>
<p>Quando River colocou a mão na porta da loja de quadrinhos, só teve tempo de perceber alguma voando coisa na direção da sua cabeça.</p>
<p>O que era bullicamente comum, entretanto não tanto a parte que a coisa que jogaram nela correu por seu rosto, sobre o seu ombro e pulou dentro da sua mochila.</p>
<p>Bem, ao menos seu Iphone havia retornado, isso era uma coisa boa, certo?</p>
<p>- Sabe, eu realmente não entendo você &#8211; Amy disse escorada na porta. Sua visão era realmente o oposto tão antagonico quanto essa expressão é redundante. Estava com o uniforme colegial como ela, embora nem de perto tão arrumadinha e segurava uma latinha de cerveja e um cigarro com a mesma mão.</p>
<p>A primeira reação de River foi sorrir e abraçar sua mochila, murmurando um &#8220;puppie~!&#8221; feliz. Ao ouvir a voz de Amy, no entanto, ela ficou tensa e olhou para trás.</p>
<p>Como boa cavalheira que (não) era, Amy empurrou a porta da loja de quadrinhos e convidou River a entrar com um gesto.</p>
<p>Hesitante, River entrou, com mais pressa que entraria normalmente,e foi indo para sua caça às novidades.</p>
<p>Amy caminhou tranquilamente atrás de River, e quando o dono da loja veio reclamar com ela sobre a bebida e o cigarro ela apenas empurrou nas mãos dele sem dar muita atenção.</p>
<p>Nunca havia estado ali antes, ou mesmo nesse tipo de loja. Pensando bem, tinha poucas lembranças de lugares coloridos&#8230;</p>
<p>(poucas lembranças de lugares felizes lol)</p>
<p>- Então, qual é a desse lugar? &#8211; ela disse passando os dedos por algumas capas aleatóriamente na prateleira, apenas pela curiosidade de &#8220;ver os desenhos&#8221;.</p>
<p>Lutando contra a vontade de fazer &#8220;:O&#8221;, River virou de frente para Amy, abraçada em suas revistas como se fossem parte de sua vida.</p>
<p>- Você nunca entrou no Paraíso&#8230; digo, numa loja assim?? Você encontra de tudo, e por mais leviano e lúdico que soem, são algumas das melhores histórias que fizeram. Não são apenas fulaninhos com poderes, são criações que mudam seus mundos e universos. Do inferno ao céu e além!</p>
<p>- &#8230;ah sim, e tem alguns com funções pornográficas&#8230;</p>
<p>- Eu entendi essa parte &#8211; ela respondeu sem encará-la sem parecer aborrecida ou demonstrar qualquer emoção em especial, alias era um comportamento que River já podia perceber com uma certa constância o fato de que Amy tinha uma tendência a parecer muito interessada em coisas aleatórias quando fala com as pessoas, sem encará-las.</p>
<p>- A minha pergunta foi: o que tem de tão grande a respeito disso?</p>
<p>- Para você, nada. Para mim&#8230; eu gosto&#8230; &#8211; ela disse, sentindo-se desconfortável com alguém tão invasiva ali perto.</p>
<p>- Eu não estou te julgando, sabe. Eu realmente quero entender. TE entender &#8211; ela comentou como quem comenta sobre o clima.</p>
<p>- Por quê? &#8211; parecia tentador, mas ainda assim&#8230;</p>
<p>River cutucou um boneco do Lanterna Verde em exposição, evitando olhar para sua companhia.</p>
<p>- Porque você é uma pessoa bastante especial e eu fiquei intrigada em como sua vida se encaixa nisso&#8230; esse não é aquele cara do filme ruim? &#8211; ela mantem o mesmo tom, apontando para uma HQ do Motoqueiro Fantasma.</p>
<p>- Um dos&#8230; &#8211; River amansou, passando os olhos pelos outros heróis que receberam versões igualmente trash nos cinemas &#8211; Não acho que eu seja de difícil compreensão. Normalmente é bem claro&#8230; &#8211; ela olhou para Amy , balançando a cabeça positivamente enquanto completava &#8211; Normalmente entro em problemas por isso, e por irritar os outros. Ou talvez os dois sejam a mesma coisa.</p>
<p>- O que você pode fazer é realmente impressionante, melhor do que qualquer um aqui&#8230; bem, exceto aquele cara, ele parece ser bastante legal &#8211; se virando para River e abrindo um sorriso encantador, um momento tão raro quanto totalmente conciente por parte de Amarantha, disse apontando para uma edição encadernada de Sandman &#8211; Mas você age e vive sua vida como se não fosse, como se fosse só mais uma. Isso é o que eu não consigo entender.</p>
<p>River passou a mão pela capa de Sandman e suspirou.</p>
<p>- Ele tem uma família interessante&#8230; Não acho que existam, ainda, pessoas tão poderosas quanto eles. &#8211; ela baixou suas defesas, junto com seus ombros tensos, e sorriu para Amy &#8211; Qual seu nome?</p>
<p>- Amarantha. Amarantha O&#8217;Raden. Prazer em conhece-la, River &#8211; ela disse extendendo a mão, ciente de que a outra não havia dito seu nome ainda. Faz parte do razzle dazzle, you know&#8230;</p>
<p>(aceitara River o contato? Não percam o emocionante desfecho dessa cena assim qeu a Taty voltar do banheiro)</p>
<p>River apertou a mão da garota, com um pouco mais de força do que aparentava ter. Talvez fosse a empolgação, ou quem sabe o nervosismo.</p>
<p>- Prazer&#8230; &#8211; ela fez uma pausa e adicionou ao soltar a mão de Amy &#8211; Ainda assim não entendo sua intenção. Existe uma intenção, não?</p>
<p>- Não, não existe. Essa seria você. &#8211; Amy aproveita o contato para se aproximar um passo &#8211; Eu não sou tão&#8230; pragmática. Eu apenas senti vontade de te conhecer &#8211; felizmente os skills sociais de River não eram nem perto tão avançados quanto seu conhecimento técnico. Sim, naturalmente havia uma intenção mas ela não esperaria que alguém assumisse isso, não é?</p>
<p>- Ah&#8230; &#8211; ela recuou um passo, batendo contra uma estante de edições encadernadas &#8211; Eu&#8230; &#8211; olhando ao redor, procurando uma rota de fuga, ela disse &#8211; Melhor eu ir. &#8211; e se esquivou para o lado, indo até o caixa.</p>
<p>(Social Skills: -10)</p>
<p>- Espera &#8211; Amy segurou o pulso dela. Estava aprendendo padrões de comportamento o mais rapido que podia e boy, aquela coisa era dificil &#8211; Quer dizer, por favor, espere&#8230;</p>
<p>(ela segurou pelo braço especial dela, btw)</p>
<p>(River: HULK SMASH! *soca*)</p>
<p>A garota parou, olhando para a mão e Amy, para o rosto dela, novamente para a mão. Para quem conhecesse leitura corporal e tivesse empatia 101, saberia que seu nervosismo beirava o desespero. Algo sobre não entender a situação e não estar no controle, mesmo que teórico, daquilo estava empurrando River para quase um momento &#8220;Why are you doing this to me??? What o you want??&#8221;</p>
<p>Amy solta o pulso da garota, com  uma expressão profundamente arrependida em seu rosto. Ela segura as pontas dos seus dedos com outra mão como se tivesse feito algo quase blasfemo. &#8220;Eu sinto muito por isso&#8221;, ela murmura.</p>
<p>- Você quer saber o que faço? É isso? Quer conhecer meus filhotes? Você quer algum deles? Seja lá o que for, fale&#8230; Ou&#8230; &#8211; O que fazer numa situação dessa? River pensou: What Would Optimus Prime Do? e adicionou &#8211; Você quer ser minha amiga?!</p>
<p>Não que Optimos perguntasse algo assim, mas&#8230;</p>
<p>Amy estendeu o braço dessa vez, mas não tocou em River. Dessa vez era uma oferta. Satisfeita por dentro, sentiu-se confiante o bastante para tentar, as coisas não poderiam estar indo melhor do que estavam então talvez realmente valesse a pena.</p>
<p>- Eu quero te mostrar um lugar.</p>
<p>(Mesmo as perguntas da Amy parecem afirmações, é o jeito dela =P)</p>
<p>(uahuahau ela é o Deus dos Eletronicos ela pode falar como quiser)</p>
<p>River hesitou, mas por fim soltou as HQs, sua ultimate muralha de proteção emocional naquela situação e segurou a mão de Amy. Foi obvio que naquele momento a garota parecia estar vendo, realmente vendo, Amarantha O&#8217;Raden pela primeira vez.</p>
<p>Talvez estivesse avaliando, medindo, calculando centímetros cúbicos também, mas eram apenas detalhes&#8230; O importante é que o que viu a fez corar, e abaixar a cabeça, como uma adolescente insegura na frente da Queen Bee da escola.</p>
<p>Amy saiu da loja, não sem antes pegar algumas balas no caixa (se River iria pagar ou se ela iria sair sem pagar pareceu uma preocupação pequena demais para alguém como ela).</p>
<p>É claro que River pagou, tanto pelas balas quanto pelas revistas que havia escolhido, e fielmente, correu atrás de Amarantha. Sua curiosidade pegando o melhor de si.</p>
<p>Atravessaram algumas quadras, Amy sempre a conduzindo como seu animalzinho de estimação pelo centro de Oxford, levou algum tempo até River compreender que estavam indo a regiões da cidade onde ela realmente evitava passar perto. Mas Amy não parecia preocupada, na verdade ela nunca havia até então a ruiva tão segura de si mesma, no controle da situação.</p>
<p>Amy a conduziu até a entrada de um beco, de aparência particularmente perniciosa. Iria River oferecer alguma resistência?</p>
<p>Vendo a situação, ligando os fatos, lembrando-se das mil histórias de becos escuros e finais trágicos &#8211; sem contar o nascimento da entidade Batman -, River pareceu hesitante e na defensiva. Ainda seguia Amarantha, mas sua mão direita estava fechada, aguardando apenas um comando mental para deixar sua condição humana&#8230;</p>
<p>Amy adentrou o beco segurando a mão de River, sentindo o tremor e a tensão da garota, o quanto ela estava defensiva e assustada, o que a estava deixando particularmente excitada.</p>
<p>Amy parou no meio do beco e se virou para River</p>
<p>Respirou lenta e profundamente e colocou o braço entre ela e parede, deixando a garota sem saída.</p>
<p>- E agora? &#8211; River perguntou, sua voz controlada, pela primeira vez não demonstrando seu meio. Irônico, claro, visto que essa era a oportunidade perfeita para ser mais normal&#8230; Ainda assim, se fosse uma luta de vida ou morte, poderia morrer mas seu orgulho faria uma Last Stand melhor que um grupo de X-Men.</p>
<p>Deu um passo a frente, River pode sentir o calor e a respiração de Amy, alem dos seios da irlandesa roçando levemente sobre os dela devido a proximidade.</p>
<p>Após um instante que pareceu durar mais do que isso, Amy empurrou uma porta e passou por River.</p>
<p>- Por aqui</p>
<p>Elas seguiram ao que parecia uma loja de antiguidades bastante empoeirada, ao que com o seu conhecimento cinematográfico River esperaria topar com Sr Miyagi ou então com um velhinho que vende gremilins.</p>
<p>- Tao, cheguei! &#8211; Amy disse.</p>
<p>- Ja não era sem tempo, eu já não disse pra não ficar namorando por ai quando eu tenho um encontro? &#8211; respondeu de algum lugar da loja um velho senhor oriental.</p>
<p>- Sabe o que dizem, a espera só as deixa mais fáceis &#8211; Amy disse com bom humor, e então outra porta distante da qual elas entraram se fecha.</p>
<p>Muito bem, River estava impressionada. Mais pelo momento &#8220;OMFG estou numa HQ!!!!!&#8230; e já tenho poderes!&#8221; do que qualquer coisa. Amarantha não parecia ser o tipo de pessoa que treinaria secretamente kung fu com um mestre milenar, no entanto&#8230;</p>
<p>Em silêncio ela seguiu a ruiva, não parecia preocupada ou incomodada com as implicações de namoro, não era algo que, naquele momento, levaria a sério.</p>
<p>Amy caminhou pela loja com naturalidade, se jogou em um sofá vermelho aveludado e um velho videocassete (que River deve ter ouvido falar na wikipedia apenas) pulou no seu colo, tossindo bastante.</p>
<p>Aos seus pés, pequenos radiozinhos de pilha se empilhavam para tentar subir no sofá.</p>
<p>- Bem vinda a minha casa, sente-se</p>
<p>(é uma loja de antiguidades, basicamente. o videocassete é um betamax)</p>
<p>Ao ver aquelas antiguidades, os dedos de River coçaram. Era o equivalente ao Dr Frankeinstein vendo pedaços aproveitáveis para montar um exército de filhos e descargas elétricas à vontade. Ao ouvir o convite de Amarantha, River se agachou no chão, fascinada, pegando um dos rádios e colocando no sofá.</p>
<p>- Fascinante&#8230;..</p>
<p>- Vá em frente</p>
<p>Estalando os dedos das mãos, River pegou um segundo rádio. Não era exatamente como ver uma criança com um novo brinquedo, era como ver um lobo vendo a mais suculenta ovelha&#8230;. Havia um misto de emoções ali: excitação, confiança, curiosidade&#8230; Se aquele rádio fosse um Transforme de 20m, possivelmente haveria luxúria envolvia&#8230;</p>
<p>A garota colocou o rádio numa mesa de café próxima e assoprou sua base, acariciando o metal e fechando os olhos. Podia sentir as peças, os circuitos&#8230; Tantas possibilidades ali. Quem sabe ele gostaria de captar ondas mais sutis e mais distantes que aquelas jogadas pelas emissoras de rádio? Humm, talvez enviar mensagens por satélite?</p>
<p>Antes que pudesse se decidir, River já estava modificando o circuito interno, remodelando com a ajuda dos sentidos e intuição.</p>
<p>Assim que terminou, pegou o objeto mais próximo e começou a fuçar nele, e no próximo, e quando agarrou o vídeo &#8211; aquela tosse certamente era curável &#8211; seu braço direito já estava se transformando. A dor era evidente, mas Amy poderia notar o prazer da garota, a confiança que tinha naquela modificação dolorosa.</p>
<p>Amy pegou um dos pequenos radiozinhos que lutava para subir no seu peito e o acariciou com as pontas dos seus dedos. River sentiu alguma coisa tentando subir na sua perna, mas era apenas um mouse analógico.</p>
<p>- Como foi a sua primeira vez? Doeu?</p>
<p>(duplo sentido ftw)</p>
<p>- Doeu e sangrou. Ainda dói, sempre dói, mas não faz mais sujeiras&#8230; &#8211; ela abriu a mão metálica, mostrando a palma em ligras prateadas e pretas, com pequenos pontos brilhantes de comandos. River fechou a mão, num estalo metálico, e nas costas de sua mão surgiu uma solda de metal &#8211; Mas não é algo que eu troque.</p>
<p>Ela voltou sua atenção para o vídeo cassete. Não seria um trabalho difícil, mas certamente seria uma obra de arte.</p>
<p>- E nunca te ocorreu usar isso para ser uma heroína ou algo do tipo? É o tipo de coisa que eu pensaria se lesse tantas histórias em quadrinhos &#8211; Amy comentou não em um tom de deboche, mas mais como uma reflexão sincera. E bem, por incrível que pareça, aquilo foi bem sincero&#8230;</p>
<p>- Por quê? Não acho que funcione bem na prática. E não acho que as pessoas desejem heróis que não considerem um dos seus&#8230;</p>
<p>Enquanto trabalhava na criatura, Amy abriu um dos maiores e mais saborosos sorrisos de sua vida.</p>
<p>- E como seus pais reagiram?</p>
<p>Assim que terminou de consertar o video cassete, River passou a mão metálica sobre ele, ronronando. Havia um gravado &#8220;V.&#8221; na lateral, pequeno e discreto. Uma assinatura.</p>
<p>- Com alívio. &#8211; ela recolocou o video no colo de Amy, com cuidado para não tocá-la com sua mão metalizada e a transformou de volta para seu estado de carne e osso &#8211; Uma explicação lógica para o meu comportamento, minha cabeça&#8230; Eles são boas pessoas.</p>
<p>- Suponho que seja o que pais devem fazer&#8230; e você, o que pretende fazer? Digo, com a sua vida?</p>
<p>- Criar. &#8211; parecia uma resposta obvia. Era tudo que ela parecia ter prazer de fazer&#8230; ou talvez fosse o TOC falando.</p>
<p>- Vamos lá, vc pode me dar mais do que isso&#8230;</p>
<p>- Criar uma tecnologia nova, melhorar a atual, mudar o que está falho. O que espera que eu faça ou fale? O que você pretende fazer com os seus poderes?</p>
<p>- Sabe, eu reparei que vc acha que eu estou sempre esperando alguma coisa, e isso é uma coisa que vc deve entender se vamos ser amigas &#8211; Amy executando a antiga e muito nobre arte de mudar de assunto</p>
<p>- Todos esperam alguma coisa.</p>
<p>- Ok, vamos lá. O que eu espero de você?</p>
<p>- Consertar seu vídeo? Não sei, não é algo que eu saberia emular.Você parece ser caótica demais&#8230;</p>
<p>Então eu sou caótica demais mas tenho planos ocultos? Não me parece fazer sentido&#8230;</p>
<p>- Até o caos pode planejar. &#8211; River concordou com a cabeça.</p>
<p>Amy apenas abriu um sorriso divertido enquanto brincava com seu videocassete novo, esperando que essa garota não tivesse colocado uma função de DVD nele, isso seria um desrespeito&#8230;</p>
<p>- Eu não quero nada de você alem da sua companhia, não vejo o quão complicado isso pode ser.</p>
<p>- Meu forte não são habilidades sociais. &#8211; se ajoelhando na frente do sofá, e de Amy, River passou a mão pelo vídeo cassete. Tão diferente dos aparelhos de Blu-Ray e DVD que tinha em casa&#8230; Tão frágil&#8230;</p>
<p>Amy colocou a sua mão sobre a de River no videocassete. &#8220;- É uma forma bonita de dizer que vc é solitária&#8221;.</p>
<p>A garota estremeceu. Pela primeira vez estava se sentindo acolhida, pela primeira vez sua lingua não estava cometendo suicídio social&#8230;O que era aquilo?</p>
<p>Derrotada, River deitou a cabeça no joelho de Amarantha, fechando os olhos.</p>
<p>(carencia ftw)</p>
<p>Amy passou a mão pelos cabelos da britanica, brincando com a sua orelha gentilmente com a ponta dos dedos &#8220;Eu não sou tão diferente de você, sabe? Nessa sala estão todos em quem eu confio no mundo&#8230;&#8221;</p>
<p>- Posso voltar aqui? Eu poderia consertar eles&#8230; &#8211; ela murmurou e ronronou novamente ao sentir o carinho em sua orelha, como um gato satisfeito e manhoso.</p>
<p>- Sempre que você quiser&#8230; &#8211; Amy passou a mão sobre os cabelos da garota, acariciando sua cabeça &#8211; River&#8230;</p>
<p>- Hum? &#8211; ela não levantou a cabeça, estava realmente gostando daquele contato. Mais ainda do que sua máquina de cafunés.</p>
<p>Quando ela levanta a cabeça, Amy se inclina sobre ela e a beija. De uma forma suave e romântica a principio, como toda menina estereotipada sonha que seja, mas deixando a entender que ela podia ser mais do que isso se assim desejasse.</p>
<p>River arregalou os olhos, confusa, assustada&#8230; não exatamente enojada&#8230; tão pouco repelida. Em fato&#8230; algo dentro dela, algo que ficava bem ao lado da ansiedade e emoção de ativar seu braço, pareceu acordar. Aquele fogo unido a carência resultou em explosão. Como gasolina num motor resulta em combustão, River correspondeu com instintos que não sabia ter e desejos que não imaginava existir.</p>
<p>Era certo que naquela noite ficaria tentando entender suas ações, mas naquele momento, estava presa num terreno caótico e desconhecido. Estava se afogando, e gostando disso.</p>
<p>(basicamente, ela respondeu com fogo, lingua e um tanto mais q acho q nem Amy esperava)</p>
<p>(tanto a mais que a Amy nem esperava, gogogo River futa hahahahahaha)</p>
<p>Quando percebeu, a próxima coisa que Amy estava fazendo é tocar o botão da blusa do uniforme da garota. Entretanto, e com muito esforço deteve-se ai. Ainda não era hora disso. Apenas a puxou para onde estava deitada e ficou por cima da garota, retribuindo todo o fogo, língua e algo mais que a essa altura River já esperava.</p>
<p>O que aquilo significava, que mundo louco e selvagem era aquele, River não fazia idéia, mas &#8220;Ligue o foda-se e seja feliz&#8221; parecia ser a melhor das respostas. Aquilo poderia gerar uma sobrecarga em seus sistemas, claro. Toda a paixão e hormônios que nunca presenciou antes. Todo o contato humano.</p>
<p>E realmente foi&#8230;</p>
<p>Seu braço direito não parecia diferenciar naquele momento a excitação por um PS3 e a excitação por, bem, uma ruiva em cima de si. Foi uma transformação rápida e súbita e a dor que River sentia também foi transmitida para Amarantha.</p>
<p>(imagine seu braço se distorcendo, os ossos crescendo, mudando,enfim,todo okit gostoso rasgando vc =x)</p>
<p>Sem parar de beijar sua &#8220;amiga&#8221;, Amy percebeu com o canto do olho o que estava acontecendo com o braço de River e teve uma idéia. Uma idéia muito louca do tipo que vc só tem quando está tomada pelo desejo e que depois geralmente resulta em acordar numa cama de motel em Las Vegas casado com alguém random.</p>
<p>Amy colocou a mão sobre o braço de River, podia sentir os ossos se deslocando, os músculos mudando de lugar (o que dói como o próprio inferno em pessoas comuns) mas sobretudo podia sentir os componentes eletrônicos e elétricos pulsando de excitação.</p>
<p>Fez um pequeno teste e o braço de River se moveu alguns centímetros na direção que ela ordenou, o que foi mais do que suficiente.</p>
<p>Amy interrompeu o beijo e se erguei, ficando sentada sobre  a garota deitada embaixo de si assim como acontecera no dia que elas se conheceram. Puxou o braço de River, totalmente sob o seu controle e colocou sobre sua coxa, sob a saia de colegial&#8230;</p>
<p>(River: pera, ñ prestei atenção na aula de educação sexual!!)</p>
<p>(por isso que a Amy ta controlando, its all about control sugar)</p>
<p>Arregalando os olhos e corando, River analisou a situação de seu braço,entendendo o que estava acontecendo com ele, o que Amy podia fazer, e onde exatamente ele estava&#8230; Em transe ela olhou para as pernas da irlandesa. Era a primeira vez que sentia aquilo&#8230; e estava feliz por não ser um rapaz, ou a humilhação de como estava&#8230; babando&#8230; seria muito maior.</p>
<p>- A-a-amarantha?? O que está fazendo??</p>
<p>- Sshh&#8230; &#8211; ela calou River com um beijo quente e molhado.</p>
<p>Gemendo de leve, River segurou a blusa de Amarantha.</p>
<p>- Pára&#8230;.</p>
<p>Sob outras circunstancias, Amy jamais teria permitido aquele tipo de contato, não assim, não tão logo. Mas River era diferente, absolutamente diferente sob todos os sentidos. E o mais importante era que ela controlava a garota. Não só emocionamente ela estava sob seu controle, como fisicamente. Aquilo era tentador demais, era excitante demais para que ela conseguisse sequer pensar.</p>
<p>Entretanto quando a garota segurou a sua blusa e pediu para ela parar&#8230; bem, aquilo foi a coisa certa para se dizer na hora errada.</p>
<p>Amy sabia exatamente o que aquelas palavras significavam, mas em um contexto completamente diferente. Já havia sido a pessoa que estava por baixo, e sabia o que significava ser ignorada, seu pedido para parar não ser ouvido.</p>
<p>Touchy subject in a touchy moment.</p>
<p>Com as defesas abaixadas devido as circunstancias, Amy desmoronou e explodiu numa crise de choro alem do que River poderia imaginar que ela seria capaz pelo que conhecia a garota até então. Amarantha praticamente caiu ao seu lado, chorando convulsivamente.</p>
<p>O resultado de suas palavras foi um susto e sua reação foi automática. Seu braço havia mudado para o estado normal, e assim como fazia com um robô especialmente machucado, River abraçou a garota ao seu lado. Não sabia usar palavras para uma situação assim, nem sabia se aquilo era normal, mas estava ali e esperava que isso bastasse.</p>
<p>Amy pareceu não perceber River a principio, embora River não deixou de perceber que todos os aparelhos eletrônicos da sala caíram estáticos, como meros objetos o que foi um pouco creepy.</p>
<p>- Não me toque, por favor&#8230;</p>
<p>Foi o que ela conseguiu ouvir entre as crises de soluço, embora ela não pudesse ter certeza de que aquilo fora exatamente com ela ou não.</p>
<p>- Desculpe&#8230; &#8211; River recuou, encolhida no sofá.</p>
<p>(obediente uahuaha)</p>
<p>Após alguns momentos chorando, Amy se levantou ainda tremendo e envergonhada e definitivamente ela não permitiria ser vista assim.</p>
<p>- Você é bem vinda para voltar ou para ficar aqui sempre que quiser &#8211; ela disse cobrindo o rosto com uma mão &#8211; Mas por hora seria melhor se vc partisse. Desculpe.</p>
<p>River se levantou e fechou o botão de sua blusa que ainda estava aberto. Ela hesitou, mas pegou suas coisas e saiu depois de sussurrar um &#8220;Desculpe&#8230;&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/whatifrpg.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/whatifrpg.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/whatifrpg.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/whatifrpg.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/whatifrpg.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/whatifrpg.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/whatifrpg.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/whatifrpg.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/whatifrpg.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/whatifrpg.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/whatifrpg.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/whatifrpg.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/whatifrpg.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/whatifrpg.wordpress.com/10/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=10&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>XT7 &#8211; Amy/River</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 04:30:42 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[XT7]]></category>
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		<description><![CDATA[E SE: River fosse filha única, como teria sido a vez que elas se conheceram? Final de aulas, aquele horário entre o almoço e as atividades extra-curriculares oferecidas pelo colégio. O corpo de alunos diminuía consideravelmente, e para aqueles que se atrasavam um pouco para juntar suas coisas e fugirem de lá, era praticamente um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=whatifrpg.wordpress.com&amp;blog=8127225&amp;post=3&amp;subd=whatifrpg&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">E SE</span></strong><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">: <em><span style="font-family:'Trebuchet MS';">River fosse filha única, como teria sido a vez que elas se conheceram?</span></em></span><br />
<span id="more-3"></span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Final de aulas, aquele horário entre o almoço e as atividades extra-curriculares oferecidas pelo colégio. O corpo de alunos diminuía consideravelmente, e para aqueles que se atrasavam um pouco para juntar suas coisas e fugirem de lá, era praticamente um momento de paz.</span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Para outros, no entanto, era quando a correria de aulas não ocupava mais a cabeça dos colegas de sala e os mais perversos passatempos nasciam. River conhecia bem a rotina, as possibilidades, era como um jogo de xadrez que, na maioria das vezes, ela poderia vencer lindamente&#8230; não tivesse uma língua tão solta e um asco tão forte por aquele grupinho estereotipado de bullies.</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">O fato dela não ser mais uma garotinha pequena e mirrada não fazia diferença, ela ainda era o freak show favorito dos garotos frustrados da sua sala e das garotas rancorosas&#8230; agora no entanto ela tinha garras&#8230;</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Estava abraçada com alguns livros, mochila nas costas, uniforme alinhado, fita no cabelo e olhar estreito para os 3 colegas (duas garotas e um rapaz) que estavam em seu caminho.</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Amarantha passou a mão pelos cabelos ruivos e jogou-os para cima, deixando-os mais espevitados e rebeldes ainda. Embora fosse um cliche que só era superado pelo tamanho da mentira que era, Amy realmente não se importava com o pensavam dela apenas realmente gostava de seu cabelo assim: rebelde. Falando em opinião dos outros, ela própria já tinha ouvido sobre si mesma os boatos mais incríveis sobre si mesma.</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Já ouvira que ela se prostituía, que havia transado com todo time de Rugby, que só fora admitida na bolsa porque estava dormindo com o diretor, enfim, todo esse tipo de coisa. Mas nada disso importava, ela realmente não se importava. E caso se importasse, sempre poderia apenas socar alguém e se sentir bem com isso.</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Não era uma pessoa complexa, pensou com um sorriso. Deu mais uma tragada longa no cigarro e soltou a baforada com calma, sabia que era só questão de tempo até que viessem lhe encher o saco que não podia fumar ali e aplicar-lhe qualquer que fosse a penalidade da moda. Mais uma vez, ela não se importava</span>.</span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Mas o que Amy viu se aproximando não foi nenhum professor e sim um grupo de alunos. Conhecia aquela movimentação, aquele passo de matilha se preparando. Era tão cretinos quanto ela, mas como tinham dinheiro ganhavam o nome pomposo de bullyies. Bem, que se fodessem todos eles, não é como se fosse da sua conta mesmo quem seria e o que eles fariam com a próxima vitima. Apenas se recostou na parede e continuou fumando. Escorregou até o chão, sua saia mostrando mais da sua perna do que seria recomendável mas por hora ela só estava interessada em assistir o show. Deu mais uma longa tragada no cigarro</span>.</span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">As duas garotas, River reconheceu com um certo orgulho, eram as duas ogras do lacrosse. As mesmas que não sabiam diferenciar isótopos e isóbaros e ambos deviam soar como marcas de energéticos para elas&#8230; Claro, na hora que aquelas palavras saíram de sua boca, as expressões de Grunk e Krunk não foram das mais simpáticas, mas o timing do professor foi perfeito e River se considerou salva&#8230; por hora</span>.</span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Já o garoto com elas &#8211; 20m de altura, hormônios e massa muscular &#8211; não era familiar. Devia ser alguma criatura de alguma equipe daquela escola&#8230; Primatas&#8230;</span></span></p>
<p><span style="line-height:12px;"><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">O sorriso arrogante escapou. Ela não pediria desculpas. Nunca. Não houve falhas nem mentiras no que disse e se aquelas&#8230; aquelas&#8230; monstras achava que bulling era mais compreensível que duelos verbais&#8230; bem!&#8230; bem! não era como se River tivesse medo! Não era&#8230;</span></span></span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Respirou fundo e segurou firme o celular em sua mão. Não tinha medo, sabia morder. Ela, River, a magrela e assustada geek da escola tinha um poder muito maior: conhecimento.</span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- É essa daqui? A freak que deu trabalho para vocês é essa coisinha? &#8211; garoto disse com desdém e finalizou com uma gargalhada. É claro que ele ia gargalhar, como mais começaria a medição de dotes?</span></span></p>
<p><span style="font-style:normal;"><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"> Cala a boca e faça algo! Sou sua namorada! Vai deixar que ela fale assim comigo?? &#8211; Grunk respondeu, rosto vermelho em frustração. Com toda autoridade da dona de um rottweiler, ela apontou para River. &#8211; Ensine a vadia uma lição! Vamos!</span></span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">River abraçou os livros com força. Não tremeria. Não tremeria. Há! Não estava tremendo! Provavelmente houve dano crítico na rolagem de intimidação do grandão&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Ainda assim ele veio. Trotando como um jegue que acreditava ser um garanhão. Arregaçando as mangas como um herói &#8211; ou vilão &#8211; de filme de luta antes de um duelo já ganho. Sorrindo como&#8230; como um idiota, francamente.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">O rapaz agarrou River pela manga e com força, chacoalhou seu braço. Livros e anotações foram ao chão, mas o celular, seu fiel companheiro, continuava em mãos. Para Grunk, Krunk e Grandalhão, não havia nada, mas River sabia o que fazia, sentia a fiação mudar, os moldes de encaixando, o melhor upgrade que seu Iphone poderia ter&#8230; um teaser.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Claro, nenhum daqueles três humanos entenderia como tudo aconteceu, mas o fato era: assim que Rier chegou mais perto e o Grandão levantou a pata para um primeiro golpe, a garota juntou o celular contra seu peito e uma descarga elétrica nocauteou o rapaz.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Espanto e ódio passaram pelos rostos das duas bullies. Seja lá o que concluíram &#8211; se River era uma mutante psicótica, ou se havia treinado com Pai Mei nas montanhas, elas estavam agora decididas a terminar o que o namorado de uma começou.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">O cigarro girou lentamente no ar sobre o próprio eixo, em câmera lenta. Como nos filmes de kung fu em que tudo será decidido antes do cigarro cair no chão, e ele cai bem lentamente.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Enquanto girava no ar, o cigarro que caiu da boca entreaberta de Amy via o mundo girar e girar dando voltas lentas de ponta cabeça. Em uma dessas voltas, viu os sapatos não exatamente caros da ruiva se esfregarem contra o chão de terra, areia e algumas pedrinhas enquanto o joelho esquerdo em carne viva fazia essas honras de gloria duvidosa.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Na volta seguinte o cigarro pode observar Amarantha se levantar tropeçando sem muita graciosidade na tentativa de se levantar o mais rápido que podia. Pode inclusive vislumbrar a calcinha da irlandesa por alguns segundos enquanto sua saia era jogada para cima com a arrancada abrupta.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Amy atravessou os passos que a separavam da confusão com a graça de um maratonista queniano nos metros finais, inclinada pra frente e desajeitada como quem ia cruzar uma faixa final. A faixa final, a vitória, o premio. Ela tinha tido certeza absoluta do que havia visto, não havia a menor duvida e não podia haver outra  explicação. Bem, ela não QUERIA que houvesse outra explicação, esse era o fato.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">(consciencia de objetos inanimados ftw)</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Com toda leveza e suavidade de quem cresceu nas ruas de Castlereagh, Amy se jogou em cima da garota mais próxima, que subitamente estava no meio de uma partida de futebol americano sem que ninguém a avisasse, embolando com ela no chão e meio que montando em cima dela com uma perna de cada lado do corpo.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Ao mesmo tempo, River viu uma coisa fantástica acontecer: o seu ipod começou a se desmontar e deslocar suas peças plásticas e metálicas como um pequeno decepticon até se tornar uma espécie muito estranha de aranha com tela de LCD. Tão logo se formou na mão de River, a aranha pulou no rosto da outra garota e enquanto esta se debatia e tentava tirar o alien da sua cara, ouviu-se um bzzzzt eletronico e a menina caiu do mesmo modo que o garoto.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">(uhauahaua Spider Bitch é o novo nome do Iphone dela)</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Por favor me diga que eu não vi errado, e que eu não vou ser expulsa desse colégio por nada &#8211; ela disse para River segundos antes de apenas descer o braço na garota sobre a qual ela estava montada. Imediatamente a garota parou de oferecer qualquer reação e Amy levantou a mão sacundindo de dor (embora confortada pela idéia de que havia doido muito mais na boca da bitch, com certeza).</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Lívida e assustada, River recuou dois passos. Ela não sabia quem era aquela ruiva louca nem porque estava agredindo Krunk. Muito menos tinha idéia do que exatamente houve com seu IPhone. Ela tinha certeza que após a explosão elétrica, ele estaria sem bateria, morto &#8211; na mais fiel versão da palavra.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">E agora&#8230;. agora ele ia muito além de um upgrade.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Aliás, agora, tinha alguém falando com ela. A ruiva louca (e violenta). O que ela queria? Foi ela quem causou a mudança no seu IPhone, não foi? Como ela notou, se é que notou, o que ela fez?</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Perguntas tão simples foram respondidas com certa facilidade por aquela cabecinha hiperativa, mas ainda assim havia toda uma desconfiança visível na expressão de River. Ela queria fugir e sair daquela insanidade, daquele caos. Ela estava prestes a dar meia volta e correr quando algo veio em sua mente&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">&#8220;Por favor me diga que eu não vi errado, e que eu não vou ser expulsa desse colégio por nada&#8230; e que eu não vou ser expulsa desse colégio por nada&#8230; ser expulsa desse colégio por nada&#8230;&#8221;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Ser expulsa&#8230; Por sua causa. Não, não. Aquilo era errado. Definitivamente. Aliás, agora, tinha alguém falando com ela. A ruiva louca (e violenta). O que ela queria? Foi ela quem causou a mudança no seu IPhone, não foi? Como ela notou, se é que notou, o que ela fez?</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Perguntas tão simples foram respondidas com certa facilidade por aquela cabecinha hiperativa, mas ainda assim havia toda uma desconfiança visível na expressão de River. Ela queria fugir e sair daquela insanidade, daquele caos. Ela estava prestes a dar meia volta e correr quando algo veio em sua mente&#8230;</span></p>
<p><em><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">&#8220;Por favor me diga que eu não vi errado, e que eu não vou ser expulsa desse colégio por nada&#8230; e que eu não vou ser expulsa desse colégio por nada&#8230; ser expulsa desse colégio por nada&#8230;&#8221;</span></em></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Ser expulsa&#8230; Por sua causa. Não, não. Aquilo era errado. Definitivamente.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Ao longe, River podia ver Andrew correndo até a cena. Andrew, um dos seguranças que demonstrava ter pena de sua situação. Logo atrás dele vinha o Prof. Eldrich&#8230; Química Básica, Estupidez Avançada. Uma forma de vida parecia anular a outra.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Espera, onde estava mesmo?</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Ela olhou para a garota e antes que os dois adultos chegassem, River concordou com a cabeça. Foi mais para um meneio, ou espasmo, de quem confirmava algo simplesmente por dever alguma coisa.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">O pequeno spideriphone saiu de cima do rosto da garota nocauteada e correu com suas perninhas de aranha até Amy, que ainda sem sair de cima da garota de onde estava montada, estendeu o braço que o pequeno robô-aranha escalou rapidamente. Amarantha fez um pequeno carinho na sua tela de LCD com a outra mão.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Então? &#8211; ela perguntou sem olhar para River enquanto &#8230; fazia cafuné no iphone dela? &#8211; Responda alto, pra fora, eu não me interesso por nenhum outro tipo de resposta.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"> Entretanto a cavalaria logo chegou para alivio de River, e a situação dela era, de todos ali a mais confortável&#8230; o que significa apenas o quão maravilhosamente fodidas elas estavam. Bem, Amy ainda estava montada em cima de uma garota desmaiada. O iphone encolheu suas pernas e colocou suas partes no lugar, tornando a ser apenas mais um iphone que Amy atirou para River.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"> - O que está diabos está acontecendo aqui? O&#8217;Raden, eu não acredito que &#8230; dessa vez isso foi longe demais, até mesmo para os seus padrões! &#8211; podia-se ouvir de longe o professor gritando, ocupado demais em não engagar com tudo que ele queria vomitar em sua aluna desfavorita.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Andrew, o segurança, tinha uma certa experiência profissional  para não falar de um bom senso decente para fazer uma idéia um pouco melhor do que aconteceu ali, embora em sua projeção do ocorrido o comportamento de Amy ainda sim estivesse completamente deslocado do que ele conhecia.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Meninas, o que aconteceu aqui? &#8211; e por esse meninas ficava bastante implícito &#8220;River pode me falar o que houve&#8221; de uma forma bastante complacente.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">O professor, no entanto, não compartilhava da mesma complacencia ou beneficio da duvida.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Pela primeira vez a língua solta de River serviu para algo além de causar problemas. Em dois pulos ela estava na frente do professor e de Andrew.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Ela me salvou!</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Como assim o que acontecue aqui? Aconteceu o que eu disse que aconteceria a meses quando concordaram em trazer essa marginal para dentro dos muros de uma escola tão renomeada, é óbvio o que aconteceu aqui e&#8230; saia de cima de srta. Swanson, sua ratazana maltrapilha e&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">&#8230; e o que vc disse Richardson? Essa marginalzinha a esta ameaçando para que você a defenda, é isso? Bem típico da sua laia, mesmo&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Amy não parecia interessada em alimentar aquela discussão, discutir com crianças definitivamente estava fora da sua alçada. Perda de tempo falar com quem não quer te ouvir. Apenas deu um sorriso malvado e resmungou &#8220;Guilty as i am&#8230;&#8221;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Não seja um catalisador defeituoso aqui, Sr Eldrich&#8230; &#8211; a garota deixou escapar &#8211; Ameaça por ameaça eu ouvi dessas criaturar! &#8211; ela apontou para os alunos caídos.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- I-isso não é possível, obviamente &#8211; disse o professor como se uma coisa ser verdade ou não dependesse bem pouco do que River viu ou deixou de ver acontecer.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Essa&#8230; essa O&#8217;Raden impediu que eu fosse parar no hospital. Não teria motivos nem interesses para mentir. &#8211; ela olhou para Andrew &#8211; Você é inteligente, sabe disso.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"> - Por favor River, nos explique o que aconteceu aqui desde o começou &#8211; pediu o segurança.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Veja bem&#8230; &#8211; o tom de River era o mesmo de um professor acidente no meio de uma aula bem fácil para alunos bem lerdos &#8211; Como ninguém além de Andrew e eu parecem notar aqui, esses grupinhos de crianças que assistem Clockwork Orange demais e decidem formar suas gangues juvenis seguem um padrão de bulling fixo. Eu sou um dos alvos graças a inveja descarada deles, é claro, e hoje não foi diferente. Eu estava voltando para casa, eles me emboscaram com uma das mais falhas empreitadas já vistas. O maior teve um derrame ou, sei lá, finalmente encontrou seu karma&#8230; Mas as duas ogras vinham para cima de mim quando O&#8217;Raden ali me defendeu.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Mesmo não simpatizando nada com a garota, o professor não podia negar os fatos. Era claro que a explicação de River a mais plausível, a.k.a. verdade. Mas era claro também que ele não iria tentar dizer aos pais daquela criança por causa de uma marginal e uma desajustada, definitivamente não.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Tremendo de raivinha, o professor apenas resmungo: &#8220;Andrew, trate de levar essas crianças a enfermaria imediatamente. Richardson, O&#8217;Raden, detenção. Agora!&#8221;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"> O vigilante deu um sorriso amarelo de &#8220;sorry, eu só cumpro ordens aqui&#8221; e foi providenciar auxilio aos feridos em combate. Amy finalmente se levantou, não sem antes se apoiar como pode sobre a garota caida de forma nada delicada e começou a caminhar na direção da detenção. Era obvio que aquilo não era nenhuma novidade ou mesmo um contratempo para ela.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"> &#8221;Vem, eu te mostro o caminho&#8221; ela disse para River enquanto se afastava.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"> A dúvida era&#8230; discutir ou não com aquele velho macaco? Desde quando apanhar (ou quase) era crime?</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Ah, devia ser mais uma daquela coisa de egos&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Suspirando como se tivesse acabado de ouvir a coisa mais estúpida e ridícula, River começou a juntar seus livros, cadernos e anotações do chão antes de seguir O&#8217;Raden.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Mesmo tendo falhado epicamente, o professor sozinho ali com as crianças caídas exibe um sorriso triunfante&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Enquanto caminhava, Amy puxa uma carteira de cigarros do bolso, bate contra o pulso para destacar uma unidade e leva até a boca com naturalidade. Em seguida estende o braço para River, oferecendo um.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Então, o que você faz? Faz os aparelhos darem choques nas pessoas?- Gosto da funcionalidade do meu organismo. &#8211; foi a forma dela dizer &#8220;não obrigada&#8221;. Ela não tinha intenções de se abrir com uma estranha, mas o fato de ser subestimada daquela forma fez com que solta de um &#8220;Humph!&#8221; ultrajado &#8211; Como se eu fosse simplista assim. Seria como perguntarem se você finge que dá vida à máquinas quando na verdade é apenas uma ventriloquista de invenções&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"> Por fim, um sorriso sincero e orgulhoso agraciou o rosto de River, dando mais vida àquela garota:</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Eu crio. &#8211; havia uma carga naquela palavra, como quem falasse &#8220;e isso vai muito além da palavra &#8216;criar&#8217;&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Antes de abrir a porta da detenção, ela adicionou:</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Eu melhoro as imperfeições de tudo que valha a pena.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Amy parou de caminhar e deu meia volta, bloqueando o caminho de River. Aparentemente alguma coisa que ela disse chamou a atenção da ruiva, porque a próxima coisa que ela percebeu é que a irlandesa estava segurando o queixo da menina do rio com as pontas dos dedos. Ao contrário dela, Amarantha não tinha as mãos tão macias e delicadas, pareciam bastante gastas e esfoladas ainda que determinantemente femininas e mornas.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Amy empurrou o cigarro para o canto da boca e examinou o rosto da garota com o interesse que ela própria examinava uma peça nova. Por fim, apos um momento constrangedor de silencio a expressão da irlandesa se abriu um pouco.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Vc é especial</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">E voltou a andar na direção da detenção.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Se a tal O&#8217;Raden não tivesse saído de seu espaço pessoal, River certamente teria se esquivado e passado a evitá-la pelo resto de suas vidas, mas aquela estranha garota já não estava mais lá e River tinha uma detenção a cumprir.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Ajeitando sua mochila e re-alinhando suas roupas e cabelo, a garota entrou na sala. Ignorando com distanciamento e frieza os olhares curiosos (e espantados) dos outros alunos vândalos que frequentavam a detenção.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Procurando uma carteira encostada na parede direita da sala, River sentou e sacou seu kit estudos. Seja lá o que faziam numa detenção, não seria tão fascinante quanto aquele novo modelo transcrito do novo Mustang que imprimiu na noite passada&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Após ter seu livro do Mustang recolhido pelo professor responsável e substituído por um pequeno caderno de exercícios simples de caligrafia (porem mortalmente tediosos) a serem preenchidos até o final da tarde, a próxima grande surpresa foi quando concentrada em sua mesa River viu a sua luz ser obstruída.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">E ao erguer a cabeça, ver a ruiva parada diante de si.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">- Eu estava pensando&#8230; &#8211; ela diz &#8211; pode me emprestar o seu celular?</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">River calculou o valor do IPhone e concluiu que não havia vínculos emocionais entre eles tão fortes até o momento. Ele era novo e um estranho. Tudo bem, se fosse roubado não seria tão doloroso assim.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Sem contar que&#8230; se aquela garota fizesse algo diferente, especial, com seu celular, bem&#8230; River não queria admitir, mas seria bem mais interessante. Tecnologicamente falando.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Ela tirou o aparelho do bolso de sua saia e entregou para O&#8217;Raden sem pestanejar.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Amy passou o resto da tarde no seu canto junto a parede tentando ensinar pequenos truques ao celular da garota, como apanhar um lápis que ela deixava rolar por cima da mesa e coisas do tipo que não chamassem muita atenção realmente, apenas isso. Uma menina e seu bichinho de estimação, não fosse essa a mais improvável e estranha das situações.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">River prometeu a si mesma que iria manter a postura. Mesmo que fosse necessário fingir que não achou a cena familiar e&#8230;. e&#8230; o que, exatamente? Esse sentimento que estava indo um pouco além da curiosidade. O que era?</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Naquele momento, em sua primeira detenção, River era um gato de rua maltratado que parecia ter farejado um semelhante igualmente ou talvez mais machucado ainda.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;">Sua mente precisaria de um tempo para analisar a situação.</span></p>
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